Debate sobre baixa adesão à vacina contra HPV em Joinville chega à Comissão de Saúde da Câmara  - A Notícia

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Saúde19/06/2018 | 21h06Atualizada em 19/06/2018 | 21h14

Debate sobre baixa adesão à vacina contra HPV em Joinville chega à Comissão de Saúde da Câmara 

Estudantes de enfermagem levaram o tema à Comissão de Saúde depois que descobriram que apenas 26% da meta foi alcançada no ano passado

Debate sobre baixa adesão à vacina contra HPV em Joinville chega à Comissão de Saúde da Câmara  Gabriel Lain/Especial
São necessárias duas doses da vacina para garantir a proteção contra o vírus Foto: Gabriel Lain / Especial
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Joinville vacinou 5.393 crianças e adolescentes contra HPV, de um total de 20,6 mil, no ano passado. Isso corresponde a apenas 26% da meta de vacinação. Os números fornecidos plea Secretaria Municipal de Saúde foram apresentadas à Comissão de Saúde nesta terça-feira em reunião sobre como estimular a prevenção contra o vírus, que é sexualmente transmissível. As informações são do departamento de comunicação da Câmara de Vereadores de Joinville. 

Segundo a Vigilância em Saúde, pais evitam vacinar os filhos pelo temor de um início precoce da vida sexual deles. O público-alvo da vacina são pessoas de nove a 14 anos, de ambos os sexos. Para que seja eficaz, a vacina, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, deve ser aplicada antes do início da vida sexual, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O tema foi sugerido à comissão por estudantes do Curso de Enfermagem da Unisociesc. Eles fizeram uma pesquisa que indicou baixa adesão à vacina. Dos 5.393 vacinados, 3.800 não voltaram para tomar a segunda dose, que deve ser feita até 6 meses depois da primeira.

O gerente de Vigilância em Saúde, Mário José Bruckheimer, afirmou que há um preconceito quanto à vacina do HPV. 

— Muitas vezes há a percepção dos pais que imaginam que os filhos terão uma vida sexual precoce por ocasião da vacina — afirmou. 

— Os pais não querem que alguns assuntos sejam tratados com os estudantes — complementou o coordenador da Escola Municipal de Saúde, Alan Régis da Silva.

Conscientização nas igrejas

Para o presidente da Comissão de Saúde, vereador Mauricio Peixer (PR), é preciso fazer a conscientização nas igrejas quanto ao assunto, já que questões religiosas foram apontadas como um dos bloqueios para que pais tomem a decisão de vacinar seus filhos.

De acordo com o vereador, um debate ampliado sobre o tema será marcado e terá a participação de líderes religiosos, representantes de escolas privadas e de instituições de ensino com cursos na área da saúde.

Sobre o vírus HPV

A vacina protege contra dois tipos do vírus papilomavírus humano, causador de 70% dos casos de câncer de colo do útero, segunda causa de morte por câncer entre as mulheres da América Latina e do Caribe, segundo a OMS.

O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente, que protege contra o HPV de baixo risco (tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais) e de alto risco (tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino).

A população-alvo prioritária da vacina HPV é a de meninas na faixa etária de 9 a 14 anos e de meninos de 11 a 14 anos, que receberão duas doses com intervalo de seis meses. Mulheres vivendo com o vírus HIV, na faixa etária de 9 a 26 anos, também são alvo de imunização, e devem receber três doses dentro de um intervalo também de seis meses.

 

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