Com alta na demanda, Procon fiscaliza revendas de gás de cozinha em Joinville - A Notícia

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Fiscalização05/06/2018 | 14h15Atualizada em 05/06/2018 | 14h15

Com alta na demanda, Procon fiscaliza revendas de gás de cozinha em Joinville

O fornecimento do gás liquefeito de petróleo (GLP) já está normalizado na cidade

Com alta na demanda, Procon fiscaliza revendas de gás de cozinha em Joinville  Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia
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O fornecimento gás de cozinha já está normalizado nas revendas de Joinville, segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás). A cidade começou a receber o produto na última quinta-feira (31), após a desmobilização dos caminhoneiros nas rodovias do Estado. Com a chegada dos produtos, a procura dos consumidores tem sido grande. A grande procura também motivou o Procon a realizar vistorias nesta manhã para verificar os valores cobrados na venda do gás liquefeito de petróleo (GLP). 

— A situação está se normalizando. Nós recebemos um caminhão nesta segunda e liberamos nesta terça pela manhã. Agora já deve ter acabado, mas já está normalizado —  garante Gilberto Bazan, representante da região Norte do Sinregás, em entrevista à NSC TV nesta manhã.

Durante a greve, os estoques das grandes revendedoras da cidade acabaram, fazendo com que a demanda aumentasse nesta semana. A grande procura também pelos botijões pode dificultar o fornecimento do produto para todas as pessoas. Uma das revendas de gás da cidade recebeu aproximadamente 1.500 botijões nesta segunda. Entretanto, nesta terça-feira já estavam todos vendidos. Também há estabelecimentos que estão agendando a entrega do GLP para organizar o fornecimento aos consumidores. 

Com a chegada dos botijões e a grande demanda, a preocupação de alguns consumidores é o preço praticado pelos estabelecimentos. Para coibir possíveis práticas abusivas, o Procon de Joinville realizou nesta manhã uma fiscalização aos comércios para aferir os valores. De acordo com o gerente do órgão, Kleber Degracia, o preço médio do botijão é R$ 72, podendo oscilar entre R$ 65 e R$ 79 na maioria das revendedoras. 

Na manhã desta segunda, o Procon visitou cinco estabelecimentos para verificar os valores. Os revendedores tiveram que esclarecer sobre os preços cobrados pelos botijões antes e depois da greve, com base nas pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em nenhuma revenda foram encontradas práticas de preços abusivos. 

— Nós verificamos o preço que era praticado no dia 21 de maio, que é a última pesquisa que temos, e conferimos com os preços praticados agora ou que foram praticados na última semana — explica Degracia.

Ainda de acordo com Degracia, o Procon chegou a receber uma denúncia de prática abusiva na revenda do gás de cozinha, mas não comprovou nenhum ato durante essas visitas. Ele ainda orientou os consumidores que tenham notas fiscais que evidenciam a prática de preços excessivos para procurarem o Procon. Com o documento, os fiscais podem ir até o local e autuar os estabelecimentos.  

Ainda de acordo com representante do Sinregás, a oscilação de preços que os consumidores encontram de uma revenda para outra pode estar relacionada aos custos acima do planejado que os proprietários enfrentaram durante a greve. Estes gastos envolvem, principalmente, a logística do produto, como as horas extras dos caminhoneiros que precisaram dormir nas distribuidoras para garantir o abastecimento às revendas.

Cálculo dos valores também leva em consideração impostos e custos de distribuição  

Assim como outros combustíveis, como a gasolina e o diesel, o preço final pago pelo consumidor no GLP é composto ainda por impostos e gastos com a distribuição. No produto revendido pela Petrobras, por exemplo, 33% da composição do valor são a produção da estatal, 18% são impostos cobrados pelo Estado e pelo governo federal (ICMS, PIS/Pasep e Cofins) e 49% englobam os custos com a distribuição e revenda. 

Além disso, de acordo com a Petrobras, há situações em que a estatal não participa desta cadeia de venda, já que existe GLP produzido pelas refinarias e centrais petroquímicas privadas ou ainda o produto importado diretamente por outro fornecedor. 

A cadeia da venda do produto começa com a produção e a comercialização a granel para as distribuidoras. Estes locais revendem o GLP para as indústrias – geralmente utilizando caminhões-tanque –, para as revendedoras ou diretamente para consumidores do segmento comercial, residencial e institucional – a granel ou engarrafado em cilindros. O botijão mais conhecido entre os consumidores é o de 13 kg de uso doméstico.


 
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