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Greve dos caminhoneiros28/05/2018 | 16h59Atualizada em 28/05/2018 | 18h22

Mais empresas paralisam linhas de produção em Joinville

Funcionários estão recebendo férias coletivas temporariamente, até abastecimento de matéria-prima ser restabelecido

Mais empresas paralisam linhas de produção em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Ciser parou as linhas de produção na semana passada Foto: Salmo Duarte / A Notícia
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No oitavo dia de greve dos caminhoneiros, mais empresas anunciaram que precisarão parar linhas de produção por falta de matéria-prima e por não ter como escoar o que já foi produzido. Empresas de vários setores da região Norte estão estudando dar férias coletivas ou divulgaram que já entraram em férias.

Nesta segunda-feira, a Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos que tem em Joinville a maior fábrica de refrigeradores do mundo, enviou um comunicado aos fornecedores durante a manhã informando que está concedendo férias coletivas aos funcionários horistas de Joinville e de Rio Claro que trabalham na produção. O período de férias coletivas vai de 28 de maio a 6 de junho, com previsão de retomada dos trabalhos em 7 de junho.

A Weg, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, que tem sede em Jaraguá do Sul, informou aos funcionários que diante da situação crítica de abastecimento, há dificuldades em receber componentes e matérias-prima para fabricação dos produtos. Os colaboradores ainda não foram dispensados, mas, no comunicado, afirmou que, se houver necessidade de dispensar os colaboradores das atividades normais de trabalho, as horas deverão ser compensadas aos sábados do mês de junho.

A Tupy afirmou que está tomando medidas para ajustar as linhas de produção ao cenário atual e, por isso, cerca de 15% dos funcionários de Joinville foram temporariamente dispensados de suas atividades. A Embraco também já havia anunciado que suspendeu temporariamente parte das operações nas duas unidades de Santa Catarina, com funcionários de vários turnos dispensados. 

A Ciser suspendeu a linha de produção na semana passada e os funcionários ganharam férias coletivas. A Schulz e a GM apresentavam situações semelhantes, mas a reportagem não conseguiu confirmar se houve paralisações nestas empresas. 

A Catarinense Pharma, um dos principais laboratórios do país, também parou algumas linhas de produção por falta de matéria-prima. A empresa têxtil Buddemeyer, em São Bento do Sul, deu férias coletivas aos funcionários até segunda-feira, 4 de junho. 

O presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi, afirmou que não é possível determinar quantas empresas estão parando linhas de produção na cidade nem os prejuízos financeiros destes dias. A reunião do conselho que ocorre tradicionalmente na segunda-feira foi cancelada e apenas a reunião dos diretores ocorrerá. Nela, serão avaliados os impactos e as soluções para o problema nas empresas da cidade. Na semana passada, uma manifestação foi enviada para deputados e senadores catarinenses pedindo uma intermediação junto ao Governo Federal.

Nos portos da região, as operações estão reduzidas porque não há novas cargas chegando às unidades portuárias. Em São Francisco do Sul, apenas o corredor graneleiro está em funcionamento, já que não depende exclusivamente do transporte rodoviário. Com isso, um dos cinco navios que estavam atracados na tarde de ontem estava efetuando o carregamento. 

Entre os outros quatro, há pelo menos dois que estão atracados desde o início da semana, segundo o relatório em tempo real da SC Par Porto de São Francisco do Sul, e que não estão em operação. No momento, há sete navios na boca da barra, esperando para atracar.

Em Itapoá, o porto continua operando para fazer os carregamentos dos navios para empresas que já possuem cargas no pátio. As embarcações que chegam também podem descarregar, mas os contêiners estão no pátio. No momento, a ocupação do espaço de armazenamento do Porto Itapoá tem ocupação avaliada entre 70 e 80%. Há dez navios programados para chegarem ao porto nesta semana, dois deles nesta terça-feira.   

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