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Manifestação nacional28/05/2018 | 14h17Atualizada em 28/05/2018 | 14h27

Joinville vai precisar de um plano de redução de despesas após greve, diz prefeito

Udo Döhler explicou que a paralisação impactará nas contas e a cidade perderá receita no segundo semestre

Joinville vai precisar de um plano de redução de despesas após greve, diz prefeito Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

O prefeito de Joinville afirmou que o município vai precisar fazer um plano emergencial de redução de despesas por causa da greve dos caminhoneiros. Udo Döhler explicou que a paralisação impactará nas contas e a cidade perderá receita no segundo semestre. 

Medidas pontuais já foram anunciadas pela Prefeitura, como a redução das diárias em 80%. A frota de veículos do município que não está vinculada às áreas de segurança, educação e saúde ficará parada durante o fim de semana e, durante a semana, apenas 50% poderá circular. No entanto, um plano maior ainda está previsto, de acordo com o prefeito.

— Essas são medidas paliativas, mas teremos que adotar um plano de redução de despesas bem maior do que aquele que aconteceu em 2015 — afirmou.

Naquele ano, houve um plano de cortes visando a economia de R$ 60 milhões ao ano com a execução de uma série de medidas. Entre elas, estavam a redução de contratos terceirizados, a diminuição de servidores contratados, a alteração de sedes de secretarias para poupar despesas com aluguéis e cortes temporários em parte de benefícios dos servidores.  

Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, o prefeito também afirmou que se a greve dos caminhoneiros não se resolver em até três dias o município terá que decretar situação de emergência. Até lá, todos os serviços municipais estão garantidos, com exceção das cirurgias eletivas que foram canceladas pela Secretaria de Saúde. Udo também destacou que não houve faltas de servidores públicos na jornada de trabalho desta segunda.

— Por enquanto, estamos administrando a nossa situação sem precisarmos buscar socorro fora da cidade — garantiu. 

O município também conseguiu negociar a passagem de um caminhão com combustível pelos bloqueios nas rodovias, vindo de uma distribuidora em Guaramirim. Ele conseguirá abastecer a frota da Prefeitura para os próximos dias. Udo Döhler afirmou que solicitou escolta para chegarem insumos para as áreas de saúde, educação e Águas de Joinville, além de tentar negociar outro caminhão para reabastecer a frota do transporte coletivo.

Ainda de acordo com o prefeito,  nos primeiros sete dias da greve, o Estado de Santa Catarina já perdeu R$ 400 milhões. 

— Isso vai afetar as despesas para os municípios, e a União também pode encolher seus repasses. O município está na ponta e não tem o que fazer — afirmou o prefeito Udo Döhler.  

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