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Greve dos caminhoneiros27/05/2018 | 13h26Atualizada em 27/05/2018 | 13h40

Joinvilenses formaram filas para abastecer neste domingo

Segundo Sindipetro, apenas três postos de combustível receberam carregamento de gasolina neste domingo

Joinvilenses formaram filas para abastecer neste domingo Salmo Duarte/A Notícia
Motoristas formaram filas de mais de um quilômetro no centro da cidade Foto: Salmo Duarte / A Notícia
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Era uma da manhã quando uma fila de carros começou a se formar no Centro de Joinville: havia chegado gasolina em um posto de combustível da rua Visconde de Taunay, e a informação começou a aparecer nas redes sociais. Às 11 horas, ela continuava e estendia-se por mais de um quilômetro entre as ruas Henrique Meyer e Blumenau. Em outros dois bairros da cidade, a situação foi a mesma durante o domingo, já que um posto na rua Papa João XXXIII, no bairro Iririú; e um posto na rua Tuiuti, no Aventureiro, também receberam gasolina. Segundo a Sindipetro, estes foram os únicos estabelecimentos de Joinville que abriram neste dia, e a entidade não soube informar como ocorreu o fornecimento para os três postos. 

O professor Jean Prette estava no fim da fila por volta das 11 horas, sabendo que era pouco provável que conseguisse alcançar o posto da rua Visconde de Taunay a tempo de conseguir abastecer com um pouco dos 10 mil litros que começaram a ser vendidos a R$ 4,19 de forma ininterrupta durante a madrugada. Ele ainda tinha meio tanque mas, como não conseguiu ir a um posto de combustível durante a semana passada, antes da formação das primeiras filas, achou melhor tentar e se precaver.

— Eu dou aula em Jaraguá do Sul, mas na sexta-feira as aulas da faculdade foram canceladas e estaremos de sobreaviso nesta segunda. Mas também dou aula em uma escola estadual. Se for preciso, claro, vou de bicicleta — afirmou ele, que mora no bairro Floresta e trabalha em uma escola do Boa Vista. 

O gerente comercial Guilherme Amandio estava mais preocupado. Ele estava há mais de duas horas na fila quando começou a chegar perto do posto de combustível e o tanque do carro estava quase vazio. Ele mora no bairro Morro do Meio e trabalha no Distrito Industrial e, se precisar usar o transporte coletivo, terá que pegar três ônibus apenas para chegar à empresa.

— Eu estava procurando lugar para abastecer desde sexta-feira, mas não conseguia — lamentou.

Os funcionários do posto na região central já avisavam que o volume estava quase no fim quando uma fila de pessoas começou a se formar paralelamente, por volta das 11h40. Com galões de cinco litros nas mãos, elas buscavam garantir, pelo menos, o retorno para casa. Um deles era o gerente comercial Renato Nunes. Ele havia passado a noite na casa da namorada, no bairro Guanabara, para ficar mais perto da casa do pai, no Anita Garibaldi. De manhã, percorreu o trecho entre as duas casas até a gasolina acabar e empurrou o veículo por algumas ruas. 

— Peguei o carro dele, que também já estava na reserva, para chegar aqui, mas estou muito atrás na fila. Então, queria pegar pelo menos alguns litros para poder ir trabalhar — contou o jovem. 

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