Exército e PRF vão a pontos de bloqueio para liberar caminhoneiros em Joinville   - A Notícia

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Paralisação Nacional29/05/2018 | 20h18Atualizada em 29/05/2018 | 21h07

Exército e PRF vão a pontos de bloqueio para liberar caminhoneiros em Joinville  

Medida tinha como objetivo proteger os participantes que quisessem deixar o local mas poderiam ser coagidos a permanecer 

Exército e PRF vão a pontos de bloqueio para liberar caminhoneiros em Joinville   Salmo Duarte/A Notícia
Militares e policiais rodoviários federais estiveram por uma hora no local do protesto Foto: Salmo Duarte / A Notícia

No ponto de mobilização instalado no posto de combustível localizado no km 26 da BR-101, em Joinville, havia receio e dúvidas entre os manifestantes que participavam do nono dia de paralisação dos caminhoneiros quando a Polícia Rodoviária Federal e o exército chegaram ao local, por volta das 17 horas desta terça-feira. A operação, decidida no início da tarde, tinha como objetivo garantir a saída dos caminhoneiros que queriam deixar as manifestações mas poderiam estar sendo coagidos a permanecer nos bloqueios. A ação ocorreu em vários pontos de protestos em Santa Catarina. 

Em grupos espalhados pelo estacionamento do posto de combustível, os manifestantes levantavam hipóteses sobre os motivos para os policiais e militares terem entrado no local. Informados que estavam ali para proteger aqueles que quisessem ir embora, a conversa tornou-se outra: como melhorar a comunicação e as condições de alimentação durante o período de paralisação, já que não sabiam de onde havia surgido a informação de manifestantes querendo partir. 

De todos os caminhoneiros presentes naquele posto — as estimativas se dividem e, enquanto os manifestantes avaliam ter entre 300 e 600 caminhões, o proprietário do posto afirmou que havia pelo menos 800 estacionados na noite desta terça-feira — apenas um manifestou o desejo de ir embora quando o exército ofereceu escolta.

Um caminhoneiro autônomo de Joinville* que atuou intercedendo nas conversas entre manifestantes e policiais se comprometeu a reunir os participantes em grupos para explicar a ação. Outro caminhoneiro, Cleiton Rocha, 32 anos, disse que não tinha informação de que algum deles gostaria de deixar o movimento ou que estaria proibido de sair. Há familiares que estão acampando junto do grupo.

A operação conjunta do exército com a PRF cumpriu uma decisão do Supremo Tribunal Federal de que os veículos de carga não podem ficar retidos. Segundo a polícia rodoviária, a operação se concentrou na BR-101, BR-282 e BR-470 nesta terça-feira. Na quarta-feira, a operação para liberar os caminhoneiros que desejam deixar os pontos de bloqueio deve percorrer outras rodovias de Santa Catarina. 

*O entrevistado solicitou à reportagem que não desejava ter seu nome divulgado, afirmando que não há lideranças nos protestos. 

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