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Economia24/05/2018 | 19h58Atualizada em 24/05/2018 | 20h53

Empresas de Joinville param produção devido à greve dos caminhoneiros

Acij já entrou em contato com senadores e deputados federais para interceder junto ao Governo

Empresas de Joinville param produção devido à greve dos caminhoneiros Andre Kopch/Divulgação
Foto: Andre Kopch / Divulgação

Os impactos da greve dos caminhoneiros também estão sendo sentidos na indústria e na exportação da região Norte. Segundo o presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi, há empresas em Joinville que já estão parando algumas linhas de produção porque não há entrega de matéria-prima e, mesmo se houvesse, não há formas de escoar a produção. Se a greve não terminar em breve, é provável que algumas empresas tenham que parar toda a fabricação por não haver matéria-prima. 

A Embraco emitiu uma nota informando que "assim como outras empresas brasileiras,  suspendeu, temporariamente, parte de suas operações nas unidades Joinville e Itaiópolis por conta da impossibilidade de receber ou escoar matérias-primas e produtos, em função da greve dos caminhoneiros que interdita rodovias de Santa Catarina e outros estados da União".

Na Schulz, a expectativa é que ocorra entrega de matéria-prima nesta sexta-feira. Caso contrário, na segunda-feira não haverá operações, já que o estoque está no fim. Além disso, não está ocorrendo entrega das novas peças porque os caminhões não estão trafegando. 

A Catarinense Pharma informou que a partir de sexta-feira já haverá faltas significativas de matérias-primas. Com isso, algumas linhas de produção poderão ser paralisadas. 

Segundo Thomazi, a Acij já entrou em contato com os deputados federais e senadores de Santa Catarina para que tentem interferir perante o Governo Federal. 

— A situação é preocupante porque há empresas com contratos de exportação para cumprir e terão que assumir multas se não enviarem seus produtos. Há capacidade de produção e mão-de-obra, mas não há como realizar as entregas — afirma.

Lentidão nos portos

Os portos de São Francisco do Sul e de Itapoá começavam a registrar lentidão por causa da paralisação dos caminhoneiros. Nas duas unidades portuárias o bloqueio começou na quarta-feira, já que antes alguns caminhões estavam conseguindo realizar entregas. Na quarta, no entanto, eles começaram a ser totalmente bloqueados. Até agora não há prejuízos para os portos, mas para as empresas que operam nas unidades.

Em São Francisco do Sul, até o meio-dia de ontem havia três navios atracados. Destes, apenas um estava operando normalmente. Os outros, com cargas de fertilizantes, estavam parados já que não havia caminhões para fazer o transporte. Um dos navios já deveria ter saído para outro navio atracar, e há cinco navios esperando — número que ainda é considerado normal. 

Em Itapoá, ainda não há levantamento da queda de entregas. Por enquanto, a operação está prosseguindo, ainda que alguns navios não estejam atracando porque não haverá caminhões para receber as cargas.  

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