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Economia16/05/2018 | 06h31Atualizada em 16/05/2018 | 06h31

Cresce número de microempreendedores individuais em Joinville

Até abril de 2018 foram formalizadas 1,79 mil MEIs na cidade, um aumento de 23% em relação ao ano passado

Cresce número de microempreendedores individuais em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Aline Ribeiro da Silva começou a produzir e comercializar um produto no ano passado Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O número de microempreendedores individuais (MEIs) cresceu 23% em Joinville nos primeiros quatro meses do ano frente ao mesmo período de 2017. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 1.791 negócios deste tipo foram formalizados até abril.

O crescimento mostra uma recuperação após o governo federal cancelar o CNPJ de 4.023 microempreendedores individuais em janeiro. Os principais motivos foram a inadimplência ou por falta da Declaração Anual Simplificada referente aos anos de 2015 e 2016. Com o acréscimo dos primeiros meses, a cidade tem atualmente 24.389 MEIs.

Aline Ribeiro da Silva, 32 anos, apostou no próprio negócio. Ela começou a produzir no ano passado o kombucha – bebida probiótica obtida a partir da fermentação do chá mate com açúcar. Após começar a vender o produto, largou o emprego como maquiadora para se dedicar ao novo empreendimento.

Os objetivos ao se inscrever como MEI, destaca, foram as taxas menores e a isenção de impostos federais. A microempreendedora paga menos de R$ 50 por mês – incluindo a contribuição para a previdência – e tem acesso a linhas de crédito com taxas de juros especiais.

– Lógico que, se eu não abrisse o MEI, não pagaria os impostos, mas não poderia entrar em alguns pontos de venda que hoje eu tenho. Dependendo do lugar, eles pedem algumas informações que só quem tem o CNPJ consegue – explica.

Auxílio para quem começou a empreender

Aline buscou o Sebrae em fevereiro para abrir MEI e hoje conta com 10 pontos de venda do produto em Joinville. De acordo com ela, o serviço de apoio ajuda com cursos gratuitos de capacitação para os microempreendedores, o que auxilia a manter o profissionalismo e a sustentabilidade do negócio.

– Quando você não tem um MEI, o crescimento fica muito mais restrito. Para mim, essa era a maior dificuldade – acrescenta.

Para os interessados em se tornar um microempreendedor individual, Aline sugere como primeiro passo buscar apoio, como o ofertado pelo Sebrae. Além disso, ela defende que é preciso se organizar financeiramente para que seja possível ver os resultados claramente.

Os pré-requisitos para se formalizar são ter um faturamento bruto anual de até R$ 81 mil; não ser sócio ou titular de outra empresa; não possuir filial; ter o máximo de um empregado; e estar enquadrado em uma das 400 atividades permitidas por lei.

Programação oferece oficinas

O Sebrae realiza nesta semana uma série de oficinas para capacitar os microempreendedores individuais formalizados e aqueles interessados em abrir um MEI em Joinville. A programação é gratuita e vai até sábado. As inscrições podem ser feitas pessoalmente, pelo site do Sebrae ou pelo telefone 0800-570-0800.

O objetivo é oferecer informações e treinamento para que os microempreendedores tenham sucesso em seus negócios. Um levantamento do Sebrae mostra que 77% de todos os empreendedores autônomos brasileiros que faturam até R$ 81 mil por ano nunca fizeram um curso ou treinamento em finanças. A pesquisa ouviu mil pessoas entre 14 e 26 de abril.

Segundo o coordenador da regional Norte do Sebrae, Jaime Dias Júnior, a semana de formalização tem oficinas de como vender ou comprar melhor, além de gerir as finanças. Ele explica ainda que, apesar dos processos de abertura de empresa serem facilitados, não significa que o empreendedor não precisa trabalhar um pouco de gestão e se preparar para aquilo que vai abrir.

– Por exemplo, eles usam a mesma conta para pagar o colégio das crianças e a luz, comprar a matéria-prima para a empresa. Eles não gerenciam o fluxo do caixa, misturam o dinheiro e isso acaba fazendo com que se percam na gestão do negócio – explica.

As oficinas foram desenvolvidas para esse público e cada uma tem duração de três horas.

MEIs podem emitir notas fiscais

O microempreendedor individual pode emitir notas fiscais, vender para órgãos públicos, vender utilizando cartões e emissão de boletos, ter acesso a linhas de créditos, pagamento unificado e simplificado de impostos e a cobertura previdenciária, entre outros benefícios. Mais informações podem ser encontradas nos sites do Sebrae e do Portal do Empreendedor.

Dicas para o negócio:

Busque informações e ferramentas para auxílio ao microempreendedor no Sebrae
Conheça bem o mercado fornecedor
Conheça o mercado consumidor em que estará envolvido
Saiba quem são os seus concorrentes
Busque entender sobre controle financeiro

Fonte: Coordenador da regional Norte do Sebrae, Jaime Dias Júnior

 

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