Ceasa de Joinville tem distribuição de produtos prejudicada por causa da greve - A Notícia

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Greve24/05/2018 | 15h57Atualizada em 24/05/2018 | 20h16

Ceasa de Joinville tem distribuição de produtos prejudicada por causa da greve

Não há estoque de 80% de todos os produtos

Ceasa de Joinville tem distribuição de produtos prejudicada por causa da greve Salmo Duarte/A Notícia
Estoque de alimentos já está quase acabando no Ceasa Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A Central de Abastecimento (Ceasa) de Joinville também foi afetada pela greve dos caminhoneiros. Nesta quinta-feira, não havia mais estoque de 80% dos 84 produtos que circulam pela central após chegarem de produtores locais do Norte, Planalto Norte e Alto Vale do Itajaí.

Dos nove boxes que fazem a revenda para atacadistas, pequenos mercados e verdureiras da cidade, apenas três abriram as portas durante a manhã. As que estavam abertas tinham poucos produtos em estoque. 

AO VIVO: acompanhe a greve dos caminhoneiros em Santa Catarina

Segundo a funcionária Sirley Goedert, já não havia mais produtos como laranja, limão, tangerina, batata inglesa e cebola. Os caminhões com os produtos estão parados em pontos de protesto nas rodovias da região.

— O Ceasa não estava preparado para isso. Nós achamos que a greve seria de poucas horas e se resolveria mais rápido — admite.

Sirley disse que a situação deve começar a se resolver na segunda-feira, caso a greve termine até sexta-feira. Caso ela se estenda por mais dias, não é possível fazer uma previsão de quando tudo será normalizado. Segundo a funcionária, os locais que compram esses produtos já vão sentir o impacto nesta sexta.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,24-05-2018.Falte de combustível já afeta abastecimento verdura no Ceasa de Joinville.Box no Ceasa Fechados.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Apenas três dos nove boxes estavam abertos nesta quinta-feiraFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Não há desabastecimento nos supermercados, garante Acats

O vice-presidente da região Norte da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Marco Aurélio Mattiola, afirmou que ainda não há desabastecimento nos supermercados, mas as entregas estão atrasadas. Produtos que deveriam chegar no início da semana só foram entregues na última quinta-feira. A maior dificuldade está na frutas, verdaduras e legumes, nos perecíveis, nas carnes in natura e nas outras categorias de produtos resfriados como laticínios e derivados de leite.

— Muitos motoristas chegaram dizendo que passaram a madrugada parados na rodovia, alguns, até dois dias antes de conseguir liberação para seguir viagem — informou Mattiola. 

Segundo ele, os supermercados de porte menor estão sendo menos afetados por não terem tanta procura. Já os supermercados de rede, que tem centros de distribuição, estão trabalhando apenas com o estoque. Para Matiolla, a preocupação começa no fim desta semana, já que no sábado e no domingo há redução no fluxo de entregas.

— Estamos tomando o cuidado para não gerar uma notícia de que há desabastecimento porque Joinville ainda não está a enfrentando, e evitar a compra gerada pelo desespero que, aí sim, pode iniciar o desabastecimento — avalia.

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