Caminhoneiros continuam concentrados às margens da BR-101, em Joinville - A Notícia

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Greve24/05/2018 | 15h54Atualizada em 24/05/2018 | 20h19

Caminhoneiros continuam concentrados às margens da BR-101, em Joinville

Principal reivindicação dos motoristas é a baixa nos preços do diesel

Caminhoneiros continuam concentrados às margens da BR-101, em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Manifestação às margens da rodovia federal Foto: Salmo Duarte / A Notícia

No quarto dia de greve, os caminhoneiros permanecem fazendo uma manifestação às margens da BR-101, no distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Os caminhões estão estacionados em um pátio atrás de um posto de gasolina, enquanto os motoristas ficam durante 24 horas ao lado da rodovia.

Segundo um motorista, que não quis se identificar, a principal reivindicação da categoria é a queda nos preços do diesel. O combustível teve cinco reajustes neste mês, chegando a cerca de R$ 4 o litro. Segundo o caminhoneiro, as empresas não estão aguentando mais e o governo está abusando nos valores.

— A gente está tirando dinheiro que seria para a manutenção dos caminhões para colocar combustível. De 50% a 60% do lucro que temos vai para comprar diesel — conta.

Segundo ele, uma viagem de Curitiba para São Paulo neste mês custou R$ 400 a mais do que no mês passado. A crítica do caminhoneiro é de que o governo não pode vender o combustível para a população por um preço mais caro do que vende para países vizinhos como a Bolívia, por exemplo.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,24-05-2018.Falte de combustível em Joinville.Patio do posto Rudinick em Pirabeiraba.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Caminhões estão parados em um pátio atrás de um posto de gasolinaFoto: Salmo Duarte / A Notícia

Outro motorista que não quis se identificar afirmou que o lucro para os motoristas autônomos se tornou irrisório após tantos aumentos consecutivos no valor do diesel desde o início do ano. De acordo com ele, o movimento dos caminhoneiros não vai fechar a BR durante a greve porque querem se manter dentro da lei.

— Estamos convidando os caminhoneiros que passam a participar da greve, mas não queremos que caminhões com medicamentos, oxigênio para hospitais ou merendas para escolas parem de trabalhar.

Segundo esse mesmo motorista, na manhã desta quinta-feira havia 66 pontos de paralisação em Santa Catarina. Nesses pontos, eles recebem visitas da população, que tem levado comida, água e mantimentos para os manifestantes.

 

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