Polícia Civil apreende bens na casa de responsáveis pela campanha AME Jonatas em Joinville - A Notícia

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Investigação 01/03/2018 | 11h10Atualizada em 01/03/2018 | 11h23

Polícia Civil apreende bens na casa de responsáveis pela campanha AME Jonatas em Joinville

Ação na casa de Aline e Renato Openkoski faz parte da investigação para apurar se houve crime de desvio e apropriação indébita dos recursos destinados à campanha

Polícia Civil apreende bens na casa de responsáveis pela campanha AME Jonatas em Joinville NSCTV / Reprodução/Reprodução
Dentre os bens apreendidos pela polícia está um carro avaliado em 140 mil Foto: NSCTV / Reprodução / Reprodução
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (Dpcami) de Joinville, cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Aline e Renato Openkoski, responsáveis pela campanha AME Jonatas. O cumprimento ocorreu na manhã desta quinta-feira, por volta das 6h30, e faz parte da investigação para apurar se houve crime de desvio e apropriação indébita dos recursos destinados à campanha. 

De acordo com a Polícia Civil, na residência do casal foram apreendidos documentos, carros e objetos de valor adquiridos pela família, como celulares, relógios e até alianças. A investigação foi aberta oficialmente pela delegacia no início de fevereiro, em resposta à solicitação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).  Durante o mês passado, a Polícia Civil colheu depoimentos de familiares e testemunhas no inquérito policial.

A campanha teve início em 2017, em Joinville, com o objetivo arrecadar cerca de R$ 3 milhões para comprar o Spinraza - único medicamento existente no mundo para pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença sem cura com a qual Jonatas Henrique Openkoski foi diagnosticado. Durante a mobilização, o casal chegou a arrecadar mais de R$ 4 milhões, conforme a Justiça Federal. Três doses da medicação foram aplicadas.

Inicialmente, o inquérito policial busca apurar se há crime de apropriação ou desvio de rendimento de pessoas com deficiência, previsto no artigo 89 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Entretanto, conforme a Polícia Civil, se no decorrer das apurações ficarem comprovados este e outros delitos, os dois poderão responder judicialmente por mais de um crime, como o de estelionato. 

Os dois entraram com mandado de segurança ainda em fevereiro, solicitando o desbloqueio da conta e a liberdade para gerirem os recursos arrecadados durante a campanha. O pedido foi negado, por unanimidade, pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).  A reportagem tentou contato com o casal, mas até a publicação desta matéria não havia atendido as ligações.  

 

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