Moradores reclamam do acúmulo de água no antigo CEI Padre Carlos, na região Central de Joinville - A Notícia

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Cidade01/03/2018 | 08h00Atualizada em 01/03/2018 | 08h59

Moradores reclamam do acúmulo de água no antigo CEI Padre Carlos, na região Central de Joinville

Vizinhos acreditam que, junto a outros fatores de deterioração, o ambiente seja propício para a proliferação de insetos e doenças

Moradores reclamam do acúmulo de água no antigo CEI Padre Carlos, na região Central de Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

 O estado de conservação do prédio onde funcionava o CEI Padre Carlos, no Centro de Joinville, está deixando os moradores do entorno preocupados. Interditada pela Vigilância Sanitária em 2009, a construção nunca mais foi utilizada e poucas vezes passou por manutenção. O mato cresce alto no pátio, há marcas de vandalismo nas paredes e janelas. Agora, parte das telhas começou a ruir. Os vizinhos acreditam que estes fatores tornam o lugar um ambiente propício para a  proliferação de insetos.

- Com o aumento da incidência de algumas doenças no verão, como a dengue e até a febre amarela, nós (moradores do entorno) estamos muito preocupados. Eu sempre vejo muito inseto por ali – afirma Rita Moya, vizinha do antigo CEI.

Sem o telhado, a água acumula nas antigas salas do segundo andar do centro de educação - principalmente em dias de chuva - formando grandes poças que demoram a secar. Da janela de Rita é possível observar que o chão das salas está verde, por causa do limo. Conforme a moradora, a cada enxurrada a situação se agrava e mais insetos são vistos ao redor da construção. A mulher conta que, desde que foi paralisado, nunca viu ninguém fazendo a manutenção no local.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,23-02-2018.Predio do CEI Padre Carlos está abandonado e com muita água parada em sua estrutura.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Rita procurou a Vigilância Sanitária há cerca de um mês, mas foi orientada a abrir um protocolo na ouvidoria da Prefeitura. Depois da abertura do processo, os técnicos estiveram no local no início de fevereiro, mas não conseguiram entrar no terreno. O município informou à moradora sobre a conclusão do protocolo que “em visita ao local pelo nosso agente de combate a endemias, foi verificado que o imóvel estava sem acesso. Com o uso de escada foi constatado que não havia nada que levasse ao risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti”.

Em nota, a Prefeitura também informou à reportagem que o processo foi encaminhado à Secretaria de Agricultura de Meio Ambiente (Sema) para vistoria no local, ainda em prazo para realizar a verificação. Segundo Rita, a ouvidoria municipal também a informou, por telefone, que os agentes não possuíam autorização para entrar no terreno, por pertencer ao Estado.

De acordo com a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Joinville, em casos onde o imóvel está fechado e é de propriedade do Governo Estadual, o município envia uma notificação ao setor de patrimônio da ADR para a vigilância realizar alguma intervenção, caso seja necessário. Entretanto, segundo o órgão estadual, não houve nenhuma notificação por parte da Prefeitura de Joinville com relação ao imóvel do CEI Padre Carlos.

O prédio da rua Conselheiro Mafra pertencia ao Governo do Estado, mas desde dezembro passado a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou o pedido de concessão de uso do imóvel do antigo CEI para Associação Universo Down. O processo de doação ainda está em tramitação, já que o documento precisa ser assinado pela ADR e pela entidade. Somente após essa assinatura, que deve ocorrer na próxima segunda-feira, é que a associação terá acesso às chaves.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,23-02-2018.Predio do CEI Padre Carlos está abandonado e com muita água parada em sua estrutura.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Associação prevê ação de limpeza após assinatura de documentação

Depois da tramitação, a associação contará com sede própria. Atualmente, a entidade paga aluguel e funciona em endereço no bairro Bucarein. Fundada em 1990, a associação atende 63 crianças - sendo 37 hipossuficientes - que dependem dos trabalhos no local, de terapia ocupacional, pedagogia, fonoaudiologia e neuropsicopedagogia. O custo de reforma do prédio foi avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, valor que deve ser arrecadado pela ONG em uma campanha voluntária. Como a ADR já possuía um projeto para a revitalização, a ideia é que este seja apenas adaptado às necessidades da entidade, com o trabalho de uma arquiteta voluntária. 

- Estamos esperando a assinatura para começar os trabalhos no prédio. Sem essa documentação, não temos autorização para entrar no lugar - explica a vice-presidente da Associação Universo Down, Adriana Deyna.

Ainda conforme a vice-presidente, a demora na assinatura ocorreu por questões burocráticas. Entretanto, assim que a tramitação estiver concluída, a ONG prevê a realização de uma limpeza no antigo CEI. Depois, será iniciada a campanha de arrecadação para reforma do prédio. A primeira ação deve ocorrer em 24 de março, em um simpósio a ser realizado na Mitra Diocesana.

A entidade espera cerca de 400 pessoas no evento - entre profissionais da área de educação e saúde, além dos pais que tenham filhos com Síndrome de Down.

- A Universo Down ainda é não é tão reconhecida pelas pessoas. Então, estamos montando esse simpósio e aproveitando também para falar sobre essa concessão de uso que ganhamos do Estado – conta Adriana.

 

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