Médico de Joinville explica doença nos rins de Adriana, de 'O Outro Lado do Paraíso'  - A Notícia

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Saúde na TV29/03/2018 | 13h14Atualizada em 29/03/2018 | 13h14

Médico de Joinville explica doença nos rins de Adriana, de 'O Outro Lado do Paraíso' 

Nefrologista da Fundação Pró-Rim dá detalhes sobre tema tratado na novela da Rede Globo

Médico de Joinville explica doença nos rins de Adriana, de 'O Outro Lado do Paraíso'  Globo/Marília Cabral/divulgação
Foto: Globo/Marília Cabral / divulgação

O câncer nos rins está sendo um dos temas tratados pela novela "O Outro Lado do Paraíso", da Rede Globo. A personagem Adriana, interpretada pela atriz Julia Dalavia, foi diagnosticada com a doença e passou pela retirada do órgão. Agora, precisará fazer hemodiálise para não sobrecarregar o outro órgão. Ela também vai descobrir um tumor maligno e será obrigada a retirar o órgão responsável por filtrar as impurezas do organismo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer no rins representa 3% das doenças malignas que acometem adultos em todo o mundo. Por não fazer parte das mais recorrentes é comum que muitas pessoas não tenham informações acerca dos sintomas.

O médico nefrologista Marcos Vieira, da Fundação Pró-Rim de Joinville, que é referência nacional na prevenção e no tratamento de doenças e transplantes renais, reforça a importância do diagnóstico precoce. Ele permite ao médico identificar o tumor quando está em estágios iniciais, localizado ainda dentro dos rins.

— Quanto mais cedo o paciente realizar o diagnóstico, mais chances de cura — destaca.

Quando o câncer está concentrado apenas em um lugar, o tratamento torna-se mais simples do que em um estágio avançado em que tenha se espalhado para outras partes do corpo. Na trama da novela, Adriana será submetida a retirada total do rim esquerdo e precisará de hemodiálise para sobreviver.  O procedimento é uma forma de substituir o órgão que não esteja funcionando como no caso da personagem.

— Mesmo que a diálise não seja um tratamento que substitui como órgão original, é capaz de manter a vida de uma pessoa por muitos anos — explica.

**FOTO ANTECIPADA À COLUNA SINAL ABERTO, FLÁVIA REQUIÃO** Em O Outro Lado do Paraíso, Bete (Gloria Pires) vai até a cama de Adriana (Julia Dalavia). Mesmo sendo desprezada pela filha, ela aproveita que a jovem está sedada para ficar mais próxima dela.
Foto: Marilia Cabral / TV Globo/Divulgação

Confira mais informações do nefrologista Marcos Vieira sobre a doença:

1 - O que é câncer de rim?

Os rins são os órgãos responsáveis pelo equilíbrio de água e sais do  corpo, além de exercer uma função importante na eliminação de substâncias metabolizadas pelo organismo. Existem vários tipos de câncer de rim, mas o tipo mais comum do câncer nos rins é o carcinoma de células renais, que representa aproximadamente 90% dos casos que se origina nos rins. É uma consequência da transformação das células dos túbulos que formam os néfrons, que passam a se proliferarem de forma anormal e até, em alguns casos, invadir outras partes do corpo (chamado de metástase).

 2 - Quais são os fatores de risco?

Pessoas com hipertensão arterial, obesas e fumantes têm maiores chances de desenvolver o câncer de rim. Algumas síndromes genéticas raras também aumentam o risco de desenvolver o problema. O uso de diuréticos, especialmente em mulheres, também é considerado um grupo de risco para tumores renais. Além disso, pacientes com insuficiência renal crônica em uso de hemodiálise estão sob um maior risco de desenvolver câncer de rim.

 3 - Quais são os sinais e sintomas?

Como ele é um órgão que se localiza mais profundamente no abdômen, sintomas mais intensos e possibilidade de palpação do câncer só ocorrem quando a doença está mais avançada. Muitos casos são descobertos já com metástases. O câncer de rim pode se manter oculta durante um longo período. Somente 10% dos pacientes se apresentam com os sintomas clássicos da doença como dor no abdômen, sangue na urina, massa palpável no abdômen. Outros sinais menos específicos podem estar presentes como perda de peso, febre, cansaço, suor excessivo a noite, pressão alta.

 4 - Como é o diagnóstico?

Normalmente se faz o diagnóstico por acaso quando o paciente faz um exame de imagem e acaba descobrindo um módulo no rim. O diagnóstico pode ser feito por ultrassom. Na presença de nódulo ou massa renal, é obrigatória a realização de uma tomografia computadorizada. Essa técnica é bastante confiável para sugerir se o tumor é maligno ou benigno. Além disso, pode-se fazer a ressonância magnética, que verifica as alterações vasculares e cistos renais complexos.

5 - Como é o tratamento?

O tratamento do câncer renal depende do tamanho do tumor e se há metástase ou não. Quando a doença está apenas no rim, o tratamento é feito com a cirurgia de retirada parcial ou total do rim. Entretanto, quando a doença já se apresenta com metástases, o protocolo de tratamento é mais severo. Em muitos casos o objetivo do tratamento passa a ser frear o avanço da doença. É fundamental, o tratamento conjunto com especialistas de outras áreas, como oncologista, urologista e nefrologista. Além do acompanhamento de psicólogo e nutricionista.

 6 - Como prevenir este tipo de câncer?

A melhor forma de prevenir a doença é manter hábitos de vida saudável e estar atento ao próprio corpo, comunicando o seu médico as alterações no funcionamento do seu organismo. É importante ter o acompanhamento regular com o médico para um diagnóstico precoce do câncer através de exames de imagem e de urina.

 

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