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Saúde28/03/2018 | 20h45Atualizada em 28/03/2018 | 21h09

Joinville ativa primeira ala psiquiátrica infantil de Santa Catarina

Serão oferecidos 14 leitos para atender a demanda de todo o Estado

Joinville ativa primeira ala psiquiátrica infantil de Santa Catarina Salmo Duarte/A Notícia
Diretora-geral do Hospital Infantil de Joinville, Ivete Negreli defende o acolhimento como prioridade na nova ala Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Quando parte da ala psiquiátrica do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, em Joinville, foi ativada na última semana, pacientes entraram entusiasmados pelos corredores, quartos e salas recém-pintados e equipados. 

A empolgação pode parecer singular dentro de um hospital, mas o novo espaço, que foi construído nos últimos três anos, é cheio de particularidades: é o primeiro hospital do Estado a oferecer uma área especializada na internação psiquiátrica de crianças e adolescentos e o quarto do país entre unidades públicas de pediatria. 

Nesta quarta-feira, uma vistoria feita por representantes da Secretaria de Estado da Saúde e do Hospital Infantil marcou o momento de ativação completa da unidade. Até a semana passada, os quatro leitos oferecidos para atendimentos psiquiátricos emergenciais nesta faixa etária em todo o Estado também estavam em Joinville, mas funcionavam em quartos adaptados dentro do setor de internação desde 2012. Agora, há uma área construída especialmente para este atendimento, com 14 vagas, em quartos com diferentes tamanhos e características, além de espaço para atividades e suporte terapêutico. 

Tratamento terapêutico 

A ala receberá pacientes de até 17 anos de idade em situação de crise. Foi por isso que os pacientes que já estavam internados demonstraram emoção ao conhecer o novo espaço, construído não só para atender aos requisitos de saúde e segurança, mas também com cores e detalhes que deixam o local mais aconchegante.

– Alguns até pediram para tirar os sapatos, porque acharam o chão muito confortável. E esta é a ideia, que este seja um local o mais próximo possível da casa deles, porque é um momento de muita fragilidade para pacientes e familiares – explica a diretora-geral do Hospital Infantil, Ivete Negreli. 

O baixo número de vagas para atendimento emergencial com foco psiquiátrico levava os pacientes que precisavam deste atendimento a serem encaminhados para leitos comuns em setor de internação de hospitais que não ofereciam, por exemplo, equipe multidisciplinar ou até mesmo ambiente seguro. 

– O foco é no tratamento terapêutico para que eles não fiquem com o tempo ocioso. Além disso, a internação é o primeiro momento, da fase aguda, mas precisamos conhecê-los para orientar como será o tratamento depois, quando forem liberados e passarão a ser atendidos pelos serviços do município – afirma a enfermeira assistencial Carina Porcicula Alegrini. 

Modelo valoriza a segurança e o conforto de familiares e pacientes

Nos quartos, poucos detalhes remetem ao setor de internação de um hospital. Os cômodos são maiores, não possuem painéis de serviços hospitalares atrás das camas e a estrutura é planejada para que o paciente não encontre possibilidades para ferir a si mesmo ou a outras pessoas. Há tecnologia utilizada para alertar o setor de enfermagem caso o paciente demore demais no banheiro e sistema de monitoramento com câmeras nos corredores. 

O modelo correto para montar esta estrutura foi um dos motivos para atraso na entrega da ala, que estava prevista inicialmente para começar a funcionar em setembro do ano passado, já que havia poucas referências a serem seguidas. Até agora, apenas três instituições públicas possuíam uma unidade de saúde mental exclusiva para pediatria dentro de um hospital infantil, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e no Maranhão. 

A construção ocorreu com recursos do Estado, em um investimento de R$ 4,2 milhões para execução das obras e aquisição de equipamentos. Com a ativação da ala psiquiátrica, o orçamento do Hospital Infantil de Joinville receberá um incremento anual de R$ 2,5 milhões para manutenção do serviço, que ampliou a equipe de oito para 35 profissionais, entre enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistente social e funcionários para apoio, além de três psiquiatras pediátricos.

Segundo a secretária da Agência de Desenvolvimento Regional de Joinville, Simone Schramm, a cidade foi escolhida por, além de já oferecer os serviços de forma provisória, possuir um espaço ocioso dentro de um hospital pediátrico de referência. 

 

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