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Joinville dos sonhos09/03/2018 | 15h43Atualizada em 09/03/2018 | 17h00

Elvan Barbosa fez um transplante de rim em Joinville e ganhou uma nova vida

O mato-grossense chegou na cidade há quatro anos e decidiu permanecer após a cirurgia

Elvan Barbosa fez um transplante de rim em Joinville e ganhou uma nova vida Leo Munhoz/Diário Catarinense
Em Joinville, Elvan consegue cuidar melhor da saúde, já que as consultas de rotina das quais precisa ficam mais acessíveis Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

Soa clichê dizer que Elvan Domingos Barbosa, 47 anos, transplantado há quatro anos, ganhou uma nova vida. Mas, no caso do mato-grossense, receber um rim saudável representou realmente uma nova possibilidade de viver. Distante de parentes e amigos, ele decidiu permanecer em Joinville mesmo após a cirurgia bem-sucedida o liberar do tratamento que o prendia à cidade.

Não fosse a luta pela vida, dificilmente Elvan teria deixado o Mato Grosso de mudança. A descida ao Sul do país foi motivada pela credibilidade reconhecida da Fundação Pró-Rim, referência nacional no tratamento de doenças renais.

Antes, o paciente percorreu outro caminho. A busca pela cura o fez deixar Cuiabá para investir no tratamento oferecido em Goiânia, onde moram alguns de seus parentes. Lá, ele entrou para a uma longa lista de espera de transplante renal. Foram cinco anos na fila aguardando um doador compatível. Neste tempo, Elvan mantinha-se graças às hemodiálises, que, embora eficientes ao cumprir as funções do órgão, o deixavam cada dia mais fraco.

– Quando comecei o tratamento, meus rins já tinham funcionamento de apenas 13%.

A corrida contra os efeitos da doença trouxe Elvan pela primeira vez a Joinville em 2010. O conhecimento sobre a existência da sede da Fundação Pró-Rim foi o chamado para que o professor de idiomas viesse pela primeira vez à cidade. A visita às instalações da instituição reacendeu as esperanças do mato-grossense. 

A primeira tentativa de mudança para a cidade catarinense foi para a realização de exames que pudessem identificar a compatibilidade com um familiar de Elvan, em 2012. Descartada a possiblidade de receber o órgão de doadores conhecidos, Elvan entrou para a espera de doadores cadáveres. Cinco meses depois, ele entrava para a sala de cirurgia.

– Até cheguei a voltar para Cuiabá após o transplante, mas não me senti mais bem por lá. É uma região muito quente e isso não ajudava na recuperação.

O clima do Centro-oeste não foi o único a motivar a mudança definitiva do transplantado. A qualidade de vida que Elvan encontrou em Joinville, aliada às oportunidades, conquistou de vez o professor.

– Agora não pretendo mais sair daqui. Já estou trabalhando, tenho a minha rotina profissional e social na cidade e já me considero um joinvilense.

Elvan dá aulas de alemão e inglês. Consegue cuidar da saúde, já que as consultas de rotina das quais precisa ficam mais acessíveis.

– O transplante me deu a oportunidade de renascer e morar em uma cidade que me conquistou à primeira vista.

* Texto: Rafaela Mazzaro, especial

 

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