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Dia Internacional da Mulher08/03/2018 | 11h17Atualizada em 08/03/2018 | 11h25

Dia Internacional da Mulher com atos de 'apitaço' em Joinville

Objetivo da campanha 'Apite! Denuncie! Assédio e violência sexual contra a mulher, nunca mais!' é incentivar as denúncias em casos de violência contra a mulher

Dia Internacional da Mulher com atos de 'apitaço' em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Um grupo de mulheres se reuniu na manhã desta quinta-feira para fazer um "apitaço" em frente a Prefeitura de Joinville e a Delegacia da Mulher. A iniciativa foi em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e o ponto de partida para a campanha "Apite! Denuncie! Assédio e violência sexual contra a mulher, nunca mais!”, realizada pela Prefeitura de Joinville e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM). O objetivo é incentivar as denúncias em casos de violência contra a mulher. Elas ainda se reunirão às 13h30, em frente ao Fórum, e às 18 horas, na Praça da Bandeira.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de Assistência Social, Ana Aparecida Pereira, afirma que as mulheres não podem ficar caladas. A ideia é alertá-las porque atualmente a estimativa é de 12 a 13 denúncias diárias de violência na cidade. Sendo considerado também que para cada ato denunciado outros dois ficam sem registros.

— As mulheres precisam registrar esses maus-tratos porque é preciso que elas sejam respeitadas — defende.

A funcionária pública Heloísa Crespim, 50 anos, foi uma das participantes da iniciativa. Emocionada, ela conta que descobriu nesta quinta-feira um caso de violência sofrido por uma colega de trabalho. Segundo ela, apenas quem convive com assédio ou tem a possibilidade de conhecer as vítimas é que sabe da gravidade do problema.

— Eu me emociono em perceber que algumas mulheres ainda não se deram o devido valor, não perceberam que elas podem sair dessa situação. Que isso (a campanha) sirva para elas entenderem o poder que a gente tem.

De acordo com a delegada Geórgia Marrianny Gonçalves Bastos, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami), o número de registros de violência contra a mulher têm aumentado ao longo dos últimos anos. No entanto, ela não acredita que tenha crescido a violência, mas sim o encorajamento das mulheres em fazer a denúncia.

— Hoje, essa mulher tem amparo, delegacias especializadas e órgãos que dão suporte para que ela denuncie, algo que não acontecia tempos atrás.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,08-03-2018.Dia Internacional da mulher.Apitaço marca o dia da mulhe em Joinville.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A violência contra a mulher tem diversas formas: a agressão física; a psicológica - quando o homem não permite que ela saia de casa, tenha determinados amigos ou saia com algum tipo de roupa, por exemplo; a sexual - em que ela é obrigada a fazer sexo sem a vontade dela; além da violência patrimonial e moral, que envolvem  injúria, difamação e calúnia.

A delegada afirma que a melhor maneira de denunciar é procurando a delegacia de polícia. Também é possível fazer uma ligação para o número 180. É importante que a mulher junte provas, como mensagem de telefone ou áudios, para que a Dpcami possa tomar as providências. Um dos caminhos também é a medida protetiva, em que a mulher que se sente acoada pode solicitar que o homem não se aproxime mais dela ou dos filhos.

 

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