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Norte de SC11/02/2018 | 00h19Atualizada em 12/02/2018 | 14h42

Desfile de Carnaval é retomado com festa em Joinville

Após não acontecer no ano passado, desfile das escolas reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo Prefeitura

Desfile de Carnaval é retomado com festa em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Mesmo sem repasse de recursos para as escolas de samba, o Carnaval de Joinville deste ano atraiu cerca de 10 mil pessoas para a avenida Beira-rio na noite deste sábado, de acordo com estimativa da Prefeitura. Foram seis blocos e seis escolas fazendo a festa na avenida até a madrugada, mesmo sob chuva no final da noite.

Neste ano, a Prefeitura disponibilizou apenas a estrutura e as escolas se uniram para viabilizar o desfile. Em 2017, o desfile das escolas não aconteceu por falta de recursos. Para o diretor-executivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville, Evandro Censi, a retomada do Carnaval na cidade foi um sucesso.

— A prova de que se tem Carnaval em Joinville é o que estamos vendo aqui hoje. As pessoas vieram mesmo com a chuva — destaca.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Os seis blocos foram os primeiros a entrar na Beira-rio no final da tarde para animar o público presente. Em seguida, o grupo Afoxé passou lavando a avenida, como acontece tradicionalmente no Carnaval joinvilense. Um pouco depois das 21 horas foi a vez das escolas comecarem a festa.

A primeira agremiação a desfilar foi a Diversidade, com cerca de 450 componentes, 15 alas e três carros alegóricos. Eles levaram para a avenida o enredo "cada herói tem seu tempo, cada tempo tem seu herói", homenageando figuras como madre Tereza de Caucutá, Ayrton Senna e Santos Dumont.

Em seguida, a Dragões do Samba relembrou o passado e destacou o presente do Carnaval, desde Chacrinha à passagem dos trios elétricos. O enredo foi chamado de "o rei mandou cair na folia, Carnaval na Dragões é só alegria". Foram cerca de 150 componentes, em nove alas e duas alegorias.

A terceira escola a desfilar foi a Príncipes do Samba desfilar. O enredo "ilha encantada terra dos meus amores, São Francisco do Sul" homenageou a cidade vizinha. Este foi o mesmo tema que levou a escola ao título do Carnaval de 1992. Foram cerca de 180 integrantes, divididos em 16 alas, uma alegoria e um tripé.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Por volta da meia-noite, a Fusão do Samba foi a quarta escola a desfilar na Beira-rio. Com 200 participantes, cinco alas e uma alegoria, eles tiveram o enredo "Fusáfrica". Será uma homenagem à contribuição do povo africano na formação do Brasil em diversas áreas, como a dança, o esporte, a música e a gastronomia.

A quinta escola foi a Unidos do Caldeirão, com o enredo "o caldeirão de tecidos e rendas de um homem visionário", em uma homenagem ao empresário e político Hermann August Lepper. Cerca de 200 participantes em dez alas e uma alegoria passaram pela avenida.

Por fim, a Acadêmicos da Serrinha, escola mais antiga da cidade, desfilou com cerca de 150 pessoas em seis alas. O enredo "no colorido das flores viajei", contou a história do bairro Saguaçu, antigamente chamado de Serrinha.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.Lilian Cristina da Rosa.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

RAINHA DA FESTA

Rainha da escola Fusão do Samba há dez anos, Lilian Cristina da Rosa, 30, foi eleita rainha do Carnaval de Joinville na noite de sexta-feira. 

— Já tinha participado do concurso uma vez, mas ganhar agora foi tudo de bom. O Carnaval está ótimo e a tendência é só melhor — contou.

Além de participar da realeza da festa, ela também desfilou pela escola do coração por volta da meia-noite.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.Carolina Beiro da Silveira (cadeirante) com sua família.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

EXEMPLO NA AVENIDA

A psicóloga Carolina Beiro da Silveira, 31 anos, foi para a avenida inspirar e emocionar o público. Ela é cadeirante e ressaltou que cada vez mais as pessoas com deficiência estão participando dos desfiles de Carnaval

— Eu acho que tem que aparecer ainda mais porque isso é muito importante — destaca.

Ela desfilou pela escola Diversidade e carregava um placa defendendo o fim da violência contra a mulher. Segundo Carolina, homenagear Maria da Penha foi muito empolgante pelo significado que ela tem para o País.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.E-D Gerlaine e seu filho Lorenzo Martins, Cristina Tecchio com a pequena Geovana Tecchio cavalheiro e seu marido João Luiz Cavalheiro Jr..(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

FAMÍLIA E AMIGOS REUNIDOS

O designer João Luiz Cavalheiro, 40 anos, foi para a avenida com a esposa Cristina Tecchio, 34, e a filhinha Giovana. Foi a primeira vez de todos eles no Carnaval. A mãe fantasiou a filha como uma personagem de um desenho animado do qual a menina é fã e todos foram prestigiar o desfile.

— Viemos ver nossos amigos desfilarem. Achamos a festa muito legal e bem organizada — conta.

A amiga do casal, Gerlaine Martins, 42 anos, também decidiu levar o filho Lorenzo para a festa na avenida Beira-rio. Ela já desfilou em escolas de samba de São Paulo e São Francisco do Sul, mas neste ano quis apresentar o filho ao Carnaval joinvilense. O menino também foi fantasiado de um personagem de seu desenho favorito.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,10-02-2018.Desfile de Carnaval 2018,avenida Beira Rio.Ronaldo Adriano Tavares Barbosa,manobrista do carro da dragoes do samba.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

AMOR PELO CARNAVAL

Ronaldo Adriano Tavares Baborsa, 28 anos, participou pelo terceiro ano consecutivo do desfile pela Dragões do Samba. Foi ele quem guiou e ajudou a empurrar uma das alegorias da escola em toda a avenida. segundo ele, o carro é pesado, mas isso também faz parte do trabalho.

— É um grande desafio porque você tem que se doar para a escola de samba. Você tem sua profissão, família, mas tem aquele amor pelo samba também, que faz você correr atrás para ajudar ao máximo sua escola — explica.

Ele ainda ressalta que o objetivo final da escola depende de todos os componentes, com cada um se doando de alguma forma para ajudar. 

 

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