Como a força da união da comunidade faz a diferença na história de Joinville - A Notícia

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AN 95 anos23/02/2018 | 21h15Atualizada em 24/02/2018 | 15h27

Como a força da união da comunidade faz a diferença na história de Joinville

Bombeiros voluntários, as demandas das principais entidades joinvilenses e os anseios da comunidade são coberturas recorrentes do AN

Como a força da união da comunidade faz a diferença na história de Joinville Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Todos os dias, pelo menos uma vez por dia, há um telefonema da redação do jornal “A Notícia” para a sede do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. Quando há ocorrências registradas pela corporação, as informações são transmitidas ao repórter. Quando os bombeiros não foram chamados para nenhum atendimento grave, geralmente há um “que bom” entoado de forma recíproca entre as duas equipes, que convivem de perto desde que ambas eram “bem jovens”: os bombeiros voluntários começaram a atuar em Joinville em 1892, enquanto o “A Notícia” foi fundado em 1923.

— Apesar de ser mais recente que o Corpo de Bombeiros, o jornal “A Notícia” sempre deu tratamento de mãe e pai para ele — analisa o empresário Moacir Thomazi, que foi proprietário do jornal entre 1978 e 2006 e é presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Joinville. 

Entre as notícias do dia a dia de acidentes e incêndios, os socorristas também aparecem nas páginas do impresso e, mais recentemente, no site, quando há eventos e aniversários. Em alguns momentos de sua história, os voluntários também contaram com publicações de “A Notícia” para avisar sobre a necessidade de mais colaboradores e de suporte financeiro. 

— Quando entrei no “A Notícia”, em 1968, lembro que já havia um carinho muito grande da cidade pelos bombeiros e, consequentemente, do jornal por eles. O “AN” sempre esteve à frente de campanhas de proteção aos bombeiros — avalia Thomazi.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,15-02-2018.Jornal A Notícia Comemora 95 anos.Jaekel Antonio de Souza,comandante do bombeiros voluntário de Joinville.(Foto:Salmo Duarte/A Notícia)
Comandante JaekelFoto: Salmo Duarte / A Notícia

O atual comandante dos voluntários, Jaekel Antonio de Souza, presente na corporação desde 1999, recorda momentos em que a cobertura do jornal local foi decisiva para os trabalhos dos bombeiros, como as enchentes de 2008 e 2011, quando o “A Notícia” funcionava como canal entre eles e a comunidade, atualizando as informações e divulgando os serviços disponíveis à população.

 SÃO FRANCISCO DO SUL, 19-09-2014: Especial incêndio químico. (Foto: Salmo Duarte/ Agência RBS)
Incêndio químico em São Francisco do SulFoto: Salmo Duarte / Agencia RBS

O mesmo ocorreu, recentemente, durante o incêndio químico em São Francisco do Sul, em 2013, em que, combatendo as notícias falsas disseminadas nas redes sociais, o “AN” criou uma página especial na internet e publicou 24 páginas totalmente dedicadas ao acidente no dia seguinte ao início da ocorrência que provocou medo nos moradores de São Francisco do Sul e de toda a região Norte de SC. Nelas, além de explicar o fato e cobrar soluções das autoridades, também alertava para a importância de medidas de precaução, como a vistoria das empresas.

— Sempre pudemos contar com o “AN” para levar as informações corretas à população, falando não só sobre os acidentes e incêndios, mas as dicas de prevenção e de segurança para que eles não aconteçam — avalia Jaekel.

O empresário Moacir Thomazi foi reeleito presidente da Associação Empresarial de Joinville. Ficará no cargo por mais um ano. A posse da nova diretoria será no dia 26 de junho, em jantar na Sociedade Harmonia Lyra. Já em São Bento do Sul, o empresário Jonathan Roger Linzmeyer tomou posse, nesta segunda-feira, dia 5, como presidente da Associação Empresarial (Ascibs) para o mandato 2017-2018.
Foto: Max Schwoelk / Divulgação

O 'A Notícia' sempre se colocou como instrumento de defesa da cidade, de seus valores e suas tradições. É difícil encontrar algum assunto importante para Joinville no qual o “A Notícia” não tenha se envolvido — avalia o atual presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Moacir Thomazi. 

Assista o vídeo do aniversário de 95 anos do "A Notícia"

A entidade, assim como a Associação de Joinville e Região de Pequenas, Micro e Médias Empresas (Ajorpeme) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Joinville, tem história e lutas em comum com o jornal “A Notícia”. Entre os empresários e comerciantes, há reivindicações e percepções da cidade que são compartilhadas com o jornal e, em muitos casos, transformaram-se em bandeiras e coberturas importantes. 

Moacir recorda que, no fim dos anos de 1970, “AN” acompanhou de perto os incêndios criminosos a sedes de indústrias, comércios e até escolas que abalaram Joinville. Entre 1977 e 1978, mais de 40 prédios foram queimados.

— “AN” se posicionou fortemente e os incêndios motivaram até a mudança do governo do Estado para Joinville no período, para acompanhar de perto as ações da Polícia Militar — conta ele.  

Ele recorda que, em 1999, depois que a duplicação do trecho Norte — um pedido antigo da Acij sempre acompanhado pelo jornal — foi concluída, a entidade entregou um laudo técnico ao governo federal apontando erros na obra e cobrando revisão e solução para os pontos. 

— O “AN” abraçou o caso e foi até Brasília para cobrar explicações — lembra ele. 

O presidente da Ajorpeme, Victor Kochella, salienta que, atualmente, é a vez da duplicação da BR-280 na pauta de cobrança das entidades, assunto também recorrente no jornal “A Notícia” há mais de uma década. Victor destaca ainda a diminuição da burocracia para abertura de empresas, o aumento de impostos e a defesa da atuação dos bombeiros voluntários de Joinville entre os assuntos que contaram com a parceria do “AN” para que a Ajorpeme expandisse sua voz.

— Toda vez que uma manifestação da Ajorpeme se torna pública por meio do jornal, temos um retorno da sociedade muito grande referente ao que foi publicado. Desde o nosso associado agradecendo pela nossa manifestação até os órgãos públicos envolvidos no atendimento ao pleito.

— As colunas de economia e política são de grande relevância para os empresários, pois levam diariamente informações do que pode interferir na sua vida empresarial — acrescenta Victor.

 JOINVILLE,SC,BRASIL,18-10-2017.Estacionamento rotativo.Rua Engenheiro Niemeyer,centro.(Foto:Salmo Duarte/A Notícial)
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A CDL ainda tinha poucos anos desde sua criação quando, nos anos de 1970, começou a cobrar ações da Prefeitura de Joinville para solucionar os problemas de escoamento das águas da chuva na região central. Na época, a entidade pode contar com as páginas do “AN” para chamar atenção da administração pública. 

Da mesma forma, temas como a atuação dos vendedores ambulantes e a falta de segurança para os lojistas começava a preocupar os comerciantes, que pediam fiscalização e aumento do contingente policial — temas que, 40 anos, continuam na pauta da entidade e do jornal, já que a cidade cresceu e suas demandas também aumentaram. Nos anos de 1980, uma campanha de incentivo às vendas batizada de “Joinville é Bom”, que promovia a valorização da cidade para os turistas e os próprios moradores, foi lançada em parceria da CDL com o Sindicato do Comércio Lojista e o apoio do “AN”.

, o acordo com o Procon para reduzir a multa por atraso no pagamento de contas, a venda de produtos falsificados e as convenções estaduais e nacionais de varejo foram outras conquistas dos lojistas que estamparam capas do “A Notícia”.

— O jornal “A Notícia” construiu uma sólida ligação com o comércio e toda a comunidade joinvilense. Em suas páginas, o que acontece (e deixa de acontecer) ganha voz e repercussão. Fica evidente que, quando se entrelaçam as histórias de ‘AN’ e CDL, as páginas do jornal ajudam a dar vida às ações da entidade — destaca o presidente da entidade, Frederico Cardoso dos Santos.

 JOINVILLE, SC, BRASIL, 10-11-2013: Debates AN, JOINVILLE QUE QUEREMOS, discutiu mobilidade.
O prefeito Udo foi um dos convidados dos debates do Joinville Que QueremosFoto: Cleber Gomes / Agencia RBS

Os pedidos mais recorrentes dos leitores de Joinville se transformaram em uma grande campanha do “AN” em 2013, que tinha o objetivo de abrir um canal de como transformar aquelas ideias em projetos para a cidade. Assim surgiu o Joinville que Queremos. Diferentes temas considerados prioridades pelos cidadãos viraram reportagens, debates entre especialistas e sugestões para o poder público. O objetivo do projeto, desde sua origem, era buscar soluções conjuntas para os problemas da cidade. 

No primeiro ano, os temas escolhidos foram saúde, educação e mobilidade urbana. O prefeito Udo Döhler, secretários municipais e estaduais e pesquisadores participaram de encontros comentados pelo colunista do “AN” Jefferson Saavedra, dos quais saíram propostas publicadas no jornal impresso. 

No segundo ano, as reportagens especiais abordaram os temas segurança e qualidade de vida. Naquele ano, um levantamento feito pela equipe do ‘AN’ mostrava que o número de homicídios havia crescido 30% em relação ao ano anterior, por exemplo. Um painel sobre o assunto novamente reuniu o prefeito, o secretário adjunto de Segurança Pública do Estado, coronel Fernando Rodrigues de Menezes, e profissionais do “AN” para mais um debate aberto à comunidade. 

Em 2015, com cultura e qualidade de vida, o projeto ganhou uma nova roupagem: além de levantar questões e mostrar bons exemplos de cada assunto, o Joinville que Queremos promoveu ações relacionadas às áreas discutidas. Na primeira, uma “biblioteca ambulante” circulou pelas ruas da cidade com doações de livros e, para a segunda, a comunidade ganhou mais um evento na Expoville com atividades como oficinas e apresentações artísticas.

Direitos das crianças e dos adolescentes, esporte e cidadania e inovação foram os temas abordados no quarto ano do Joinville que Queremos. 

Em 2017, o projeto mostrou histórias de pessoas que transformam de alguma forma a comunidade onde vivem a partir do voluntariado e no encerramento chamou a comunidade para transformar um espaço público de Joinville: o Parque da Cidade, no bairro Guanabara. A área de lazer que foi defendida pelo “AN” durante sua construção foi revitalizada numa parceria que envolveu o poder público, mas, principalmente, mobilizou a sociedade para colocar a mão na massa.


 

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