Adolescente de Joinville conquista quarta medalha de ouro em Olimpíada Brasileira de Matemática - A Notícia

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Educação13/12/2017 | 10h04Atualizada em 13/12/2017 | 10h04

Adolescente de Joinville conquista quarta medalha de ouro em Olimpíada Brasileira de Matemática

Aluno de uma escola no bairro Aventureiro, ele contou com o incentivo de um professor para dedicar-se mais ao estudo da matéria

Adolescente de Joinville conquista quarta medalha de ouro em Olimpíada Brasileira de Matemática Prefeitura de Joinville/Divulgação
No boletim de João Marcos, a média final também é uma nota 10 Foto: Prefeitura de Joinville / Divulgação

O boletim de João Marcos de Oliveira, 15 anos, marca média final 10 em matemática. As notas dele são exemplo do craque que é nos números e no raciocínio lógico. Um dos reflexos do estudante dedicado foi a conquista da quarta medalha de ouro consecutiva na Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas (OBMEP).

Ele é aluno da Escola Municipal Vereador Curt Alvino Monich, bairro Aventureiro, e um dos 51 medalhistas da rede municipal de ensino de Joinville na OBMEP 2017. No Ensino Fundamental, a cidade tem o primeiro lugar em número de medalhistas em Santa Catarina, com seis medalhas de ouro, 15 de prata e 30 de bronze, além de 225 menções honrosas.

— Tudo começou com as palavras de incentivo do professor — explica a diretora Celia Maria Ribeiro Batista. 

O professor de matemática é Jucemir da Silva Souza, que incentivou o adolescente a participar da olimpíada em 2014, quando cursava o 6º ano. 

— Percebi que ele tinha facilidade de resolver problemas e gostava disso — conta o educador.

Na primeira vez que fez a prova, João conseguiu acertar 14 das 20 questões, habilitando-o para o próxima etapa. O estudante revela que participou sem grandes pretensões da olimpíada. 

— Acertei um número razoável de questões, aí passei para a segunda fase e fiquei surpreso. Com a ajuda do professor, foi a hora de avaliar os erros e treinar para aprender mais sobre o conteúdo. Antes deste treinamento com o professor, se eu fizesse a prova, um bronze era demais pra mim — confessa.

Com o passar dos anos, a equipe da escola criou grupos de estudo no contraturno para estimular João e outros alunos no aprendizado de matemática. Depois do primeiro ouro, repetir o feito se tornou uma obrigação e a conquista se repetiu em 2015, 2016 e agora em 2017.

Além do apoio da equipe da escola, a motivação também aconteceu na família. O pai José Marques de Oliveira descreve o filho como alguém atípico, que presta muita atenção às aulas, mas não fica o tempo todo debruçado nos livros. 

— A gente acredita até que é um dom. Claro que ele se esforça muito — afirma José, que revela também outra característica do filho, a perseverança em enfrentar os obstáculos — Se ele tem dúvida questiona muito, ele questiona tudo. Enquanto ele não resolver, ele não vai levar adiante.

João sabe da capacidade que tem e divide o conhecimento com os colegas. 

— Eu podia estudar sozinho, mas pensei em dar uma ajuda — diz ele. 

Durante as aulas de reforço, fez questão de auxiliar quem tem dúvidas. Foi uma forma de ensinar e aprender ainda mais. Foi assim que o amor pela matemática cresceu ainda mais e desenvolveu o espírito de equipe. 

— Tudo só foi possível com a ajuda de todos. O prêmio é individual, mas sem a ajuda que tive do professor, pais, amigos, diretora da escola, todo mundo, eu não teria ido longe. Tenho a agradecer muito a eles também — avalia o menino.

 

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