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Saúde07/11/2017 | 20h46Atualizada em 07/11/2017 | 20h46

Prefeitura de Joinville vai assumir serviços da ARCD em janeiro

Transição de comando já está em andamento. Quadro de especialistas deve cair de 25 para 12

Prefeitura de Joinville vai assumir serviços da ARCD em janeiro Maykon Lammerhirt/A Notícia
Foto: Maykon Lammerhirt / A Notícia

A Prefeitura de Joinville vai assumir os serviços oferecidos pela Associação de Reabilitação da Criança Deficiente (ARCD) a partir de 1º de janeiro, quando termina o atual contrato com a instituição. Até o final de dezembro, todos os atuais funcionários serão demitidos para que ocorra a entrada de profissionais concursados pelo município. No entanto, após a transição, o quadro de pessoal deve diminuir.

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O presidente do Conselho Administrativo da ARCD, Bráulio Barbosa, diz que a decisão de repassar a administração dos serviços para a Prefeitura foi tomada em conjunto entre o município e a instituição. Segundo ele, a associação precisava de um aumento no repasse realizado pelo governo municipal, que é de R$ 180 mil mensais. Ele afirma que, como não há condições do incremento nos recursos e as dificuldades de manutenção da instituição são grandes, a operação ficou difícil.

— Estava em uma situação que não tinha mais como a gente manter porque os custos vão aumentando. O que eu ia fazer? Começar a demitir e diminuir o serviço?

O contrato será mantido até dezembro, com o repasse sendo usado para realizar a manutenção do local, para pagar salários e as rescisões contratuais dos funcionários. Se sobrar dinheiro do repasse no final do ano, esse valor será entregue novamente à Prefeitura.

Número de profissionais é menor na comparação 

Com a mudança de gestão, a Secretaria de Saúde começou uma transição dos profissionais dentro da ARCD há dois meses. Três terapeutas ocupacionais, três fisioterapeutas e duas psicólogas concursadas já trabalham na instituição e passam por capacitação com os antigos profissionais da ARCD. Segundo Francieli Schultz, secretária da Saúde, cerca de quatro novos profissionais ainda devem ser contratados até o final do ano.

Dessa forma, o número de funcionários especialistas que vão trabalhar no tratamento dos pacientes deve chegar a 12 pessoas, um quadro menor do que operava anteriormente na ARCD. De acordo com Marcos Martinez, diretor da associação, a instituição contava com cerca de 25 especialistas no atendimento até o final de 2016, quando começou a polêmica. Atualmente, a associação mantém uma fisiatra, uma terapeuta ocupacional, uma pedagoga, uma fisioterapeuta e duas terapeutas aquáticas. 

Duas dessas profissionais já estão cumprindo o aviso prévio. As demais devem ser demitidas até o final do ano, juntamente com os outros seis profissionais que trabalham no administrativo. Segundo Martinez, desde o início das demissões, a ARCD não conta mais com profissionais nas áreas de fonoaudiologia, enfermaria, assistência social, cardiologia e urologia.

Mudança preocupa famílias

A mudança na administração dos serviços está preocupando as famílias de crianças atendidas na ARCD. Elas acreditam que a chegada de novos profissionais pode comprometer o tratamento dos pacientes. Cristiane Bianchi é mãe de João, de dez anos, e afirma que os especialistas contratados pela Prefeitura nunca trabalharam com crianças e pacientes neurológicos.

– O João continua indo lá para fazer terapia ocupacional e fisioterapia, mas nenhuma das duas médicas sabe o que fazer com ele. Isso vai comprometer porque são anos de tratamento e, por uma brincadeira deles (Prefeitura), ele pode perder esses avanços – desabafa.

A secretária Francieli Schultz explica que os oito profissionais contratados não são desqualificados. Segundo ela, eles são profissionais concursados, graduados e com habilitação para trabalhar. Ela diz ainda que existe um movimento de pais para desqualificar os profissionais e que isso não será admitido. Conforme Francieli, ainda não há como saber se o número de pacientes atendidos pela ARCD sofrerá mudanças a partir de janeiro. Ela afirma que isso terá de ser avaliado com o tempo. 

Nos últimos meses, a quantidade tem se mantido a mesma, diz o diretor Marcos Martinez. No entanto, com a demissão de profissionais, algumas crianças assistidas por um especialista ficaram sem atendimento e precisaram procurar clínicas particulares.

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