Servidores de unidade do Caps entram em greve em Joinville - A Notícia

Versão mobile

Paralisação15/09/2017 | 11h09

Servidores de unidade do Caps entram em greve em Joinville

Profissionais alegam intransigência do governo em ampliar a jornada de trabalho sem reajuste salarial

Servidores de unidade do Caps entram em greve em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Os servidores do Centro de Atenção Psicossocial III Dê-Lírios (Caps) entraram em greve na manhã desta sexta-feira, em Joinville. Apenas dois profissionais continuam trabalhando, enquanto 38 decidiram paralisar os serviços durante o dia. A decisão foi votada nesta semana em uma assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville (Sinsej), que alega intransigência do governo em ampliar a jornada de trabalho sem reajuste de salário. 

Leia as últimas notícias sobre Joinville e região no AN.com.br

Segundo o Sinsej, a carga horária semanal no local varia de 30 e 42 horas, de acordo com a função desempenhada. Para o sindicato, o aumento de carga horária para 44 horas semanais, determinado pela Prefeitura, é uma experiência para alterar a jornada de mais setores. O Caps III atua com equipes multidisciplinares, 24 horas por dia, e realiza um atendimento humanizado que procura evitar a internação na ala psiquiátrica do Hospital Regional.

- É um trabalho com alto grau de complexidade, responsabilidade e risco, em um ambiente de tensão psicológica elevada e perigo de agressão - explica Ulrich Beathalter, presidente do Sinsej.

De acordo com o sindicato, a Secretaria de Saúde garantiu que quem não cumprir 44 horas semanais será punido com a perda de uma gratificação recebida pelos trabalhadores do local. Isso valeria também para assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, que por determinação de lei federal não podem atuar mais de 30 horas por semana, segundo o Sinsej.

Os servidores alertam que a alteração da jornada também vai prejudicar o atendimento. Atualmente, as escalas são organizadas para permitir a troca de informação entre os turnos. Com a proposta do governo, não será mais possível fazer este acompanhamento do quadro.

Na manhã desta sexta-feira, o sindicato ainda se reúne com o prefeito Udo Döhler para tentar resolver o problema. A categoria permanece em estado de greve e reúne-se em assembleia no dia 21 de setembro, às 19 horas, no Sinsej. 

O que diz a Prefeitura:

A respeito da paralisação dos servidores do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) 24 Horas, a Prefeitura de Joinville esclarece que:

- Os benefícios aos servidores estão garantidos, desde que sigam os critérios estabelecidos à lei 7669/14.
- A opção de não receber a gratificação e fazer a jornada de 6 horas diárias, de segunda a sexta-feira, é uma decisão do servidor.
- A Prefeitura ressalta que não está retirando a gratificação de nenhum servidor. Pelo contrário, esses benefícios estão garantidos a partir do cumprimento da lei.
- O Município está aberto ao diálogo para esclarecer as dúvidas pertinentes à decisão que mantém os direitos legais aos servidores do CAPS.

Siga A Notícia no Twitter

  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPresidente quer deixar o JEC mais "saudável" até o fim de sua gestão https://t.co/uwECdILqMz #LeianoANhá 4 horas Retweet
  • anonline

    anonline

    Jornal A NotíciaPrimeiro encontro de gêmeos de Joinville será realizado no dia 27 https://t.co/ryyZk6tRRZ #LeianoANhá 5 horas Retweet

Veja também

A Notícia
Busca
clicRBS
Nova busca - outros