Homem em surto é morto a tiros no quintal de casa em Joinville - A Notícia

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Segurança18/09/2017 | 17h01Atualizada em 19/09/2017 | 09h45

Homem em surto é morto a tiros no quintal de casa em Joinville

Polícia Militar diz que homem reagiu, mas família afirma que houve abuso da PM

Homem em surto é morto a tiros no quintal de casa em Joinville Salmo Duarte/A Notícia
Malvo Wisbecki ao lado do carro que mostra marcas dos tiros que mataram o filho Foto: Salmo Duarte / A Notícia

Um homem de 30 anos foi morto a tiros por volta das 13h30 desta segunda-feira no quintal da casa onde morava na rua Antonio da Silva, no bairro Iririú, na zona Leste de Joinville. Leandro Wisbecki era usuário de drogas e estava em meio a um surto quando os pais pediram para alguém chamar o Samu para interná-lo no hospital. Junto ao serviço de atendimento de urgência, chegaram agentes da Guarda Municipal e policiais militares. Segundo a PM, o homem foi morto com tiros de carabina após reagir, mas a família afirma que houve abuso da polícia.

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De acordo com o tenente Diogo Lima, da Polícia Militar, Leandro estava em um surto por uso de drogas e foi abordado pela PM e pela Guarda Municipal, que conversaram com ele para que soltasse a faca que estava em mãos. O tenente afirmou que, como o homem não atendeu à ordem, foram disparados dois tiros de arma não letal (de choque), que não foram o suficiente para contê-lo. Segundo a PM, Leandro estava com um força sobre-humana e teria partido para cima dos guardas e policiais, quando foi atingido por quatro tiros de arma de fogo. O confronto ocorreu entre o quintal da casa e a rua.

O pai de Leandro, Malvo Wisbecki, contou que o filho era usuário de cocaína e estava com a faca em mãos tentado raspar a tatuagem que tinha no braço. Ele usava drogas há alguns anos, mas teria parado por um tempo, segundo Malvo. Leandro chegou a trabalhar como motoboy por um tempo, mas o pai acredita que após conseguir dinheiro o filho tenha comprado cocaína novamente. Na última quinta-feira, o pai levou ele para ser internado no Hospital Regional, mas enquanto esperava o médico, ele saiu para fumar um cigarro e fugiu.

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Após a morte do filho, Malvo garantiu que vai registrar um boletim de ocorrência contra um suposto abuso de policiais e guardas municipais. Segundo ele, quando a PM e os agentes chegaram, ele e a esposa foram levados para dentro da ambulância do Samu porque alegaram que eles poderiam correr algum risco no local. Malvo afirma que apenas viu o filho entrando no quintal, a polícia indo atrás dele e depois ouviu os tiros.

- Para que atirar no peito para matar? Eram sete policiais contra um guri com uma faca na mão e eles não dão conta? Se eu não tivesse preso no carro, eu tinha tirado essa faca da mão dele, nem que tivesse pego um pedaço de pau para dar nas pernas dele - desabafa.

Leandro morava com o pai, a mãe e as duas filhas gêmeas de oito anos no segundo andar da casa de três pisos. Malvo contou que pediu para a inquilina, que mora no piso térreo, levar as netas para brincar no parquinho próximo da residência quando percebeu que o filho estava descontrolado, antes de chamar o Samu. A mãe das crianças não morava com Leandro.

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