Sem via de ônibus e com poucas ciclofaixas, rua Anita Garibaldi é privilégio de motoristas em Joinville  - A Notícia

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Avaliação11/08/2017 | 07h01Atualizada em 11/08/2017 | 14h14

Sem via de ônibus e com poucas ciclofaixas, rua Anita Garibaldi é privilégio de motoristas em Joinville 

Rua que dá nome ao bairro é a terceira a ser avaliada no Teste AN nas ruas

Sem via de ônibus e com poucas ciclofaixas, rua Anita Garibaldi é privilégio de motoristas em Joinville  A Notícia/
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Excesso de fluxo de veículos dificulta trajeto e travessia de pedestres e ciclistas na rua Anita Garibaldi Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Jornal A Notícia publica nesta sexta-feira a terceira reportagem da série Teste AN nas ruas, que tem o objetivo de mostrar as condições estruturais e de tráfego da via, ouvir moradores e motoristas, além de buscar melhorias junto ao poder público para solucionar eventuais problemas. 

Nesta semana, o "AN" visitou a rua Anita Garibaldi, uma das principais vias da região central de Joinville. Motoristas, pedestres e ciclistas foram ouvidos e opinaram sobre a situação da rua. A Prefeitura de Joinville também foi questionada sobre os problemas encontrados nos 2,4 quilômetros de extensão.

A rua, que leva o mesmo nome do bairro, dá acesso à BR-101, ao Centro e a bairros das zonas Sul e Oeste da cidade. Um dos principais problemas verificados diz respeito à falta de ciclovias ou ciclofaixas. 

Na manhã do dia 8 de agosto, Osni Benhur pedalava no acostamento da via. Ele defende que a malha cicloviária seja ampliada em Joinville, inclusive na Anita Garibaldi, onde mora há 62 anos. Na rua, há apenas alguns metros de ciclofaixa, entre a Eugênio Moreira e a avenida Getúlio Vargas. Em vários trechos, há estacionamento para carros dos dois lados. Osni revela que recentemente sofreu um acidente próximo a sua casa. Felizmente, não se feriu. 

A Prefeitura informa que tem planos de ampliar o sistema cicloviário em Joinville, incluindo a Anita Garibaldi, mas não há previsão para que tal ampliação ocorra. A rua é de mão dupla em quase toda a sua extensão, ou seja, os veículos trafegam em sentidos opostos. O único trecho em que a rua tem sentido único é a partir da rua Eugênio Moreira, a poucos metros da Getúlio Vargas.

Limites de velocidade

Na Anita Garibaldi, os limites de velocidade variam entre 30 e 60 km/h. Também não há corredor exclusivo para ônibus, tampouco previsão de instalação. A Prefeitura informa que pretende ampliar as áreas exclusivas para o transporte coletivo como alternativa para tornar esse sistema mais atrativo e eficiente aos usuários. De acordo com os Bombeiros Voluntários, foram registrados 11 acidentes na Anita Garibaldi no primeiro semestre deste ano, sendo que oito deles envolveram carro e motocicleta; um envolveu motos; outro, moto e pedestre; e houve um registro de queda de bicicleta. 

Os horários de pico de trânsito na via, segundo os moradores ouvidos por ¿AN¿, ocorrem às 7h, às 12h e a partir das 16 horas. Segundo a Prefeitura, os motoristas têm opções para evitar as filas e os congestionamentos em vias no entorno da região. Raissa Agne, que trabalha em uma loja da Anita Garibaldi, diz que, além do congestionamento em horários de pico, também há desrespeito por parte dos motoristas que trafegam na região.

– Os motoristas não respeitam, passam no sinal vermelho – reclama Raissa. 

Calçadas não seguem padrão 

Alguns moradores também reclamaram dos buracos existentes na rua, como o que foi encontrado próximo à sede da Secretaria do Meio Ambiente, entre a Eugênio Moreira e a avenida Getúlio Vargas. 

Após a reportagem de ¿AN¿ constatar o problema, a Prefeitura informou que reparos seriam feitos no local por uma equipe da Secretaria de Infraestrutura. As calçadas da Anita, assim como as de outras ruas da cidade, não seguem um padrão. Apresentam desníveis, pedras soltas e não têm piso tátil (indicados para deficientes visuais). 

De acordo com a Prefeitura, as calçadas são de responsabilidade dos proprietários. Os passeios passam por adequações para acessibilidade, dentro de ações feitas pelas subprefeitura, com rebaixamento de meios-fios para acesso a cadeirantes. Quanto às faixas de pedestre, algumas estão com a pintura gasta. 

A reportagem identificou nove faixas de pedestre e seis semáforos no trecho, todos em cruzamentos. Não há radares, nem lombadas eletrônicas. Segundo a Prefeitura, não há previsão de instalação desses equipamentos na rua. 

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