Polícia de São Francisco do Sul investiga refinaria clandestina suspeita de furtar e processar petróleo - A Notícia

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Operação23/06/2017 | 21h06Atualizada em 23/06/2017 | 21h29

Polícia de São Francisco do Sul investiga refinaria clandestina suspeita de furtar e processar petróleo

Laudo apontou presença de petróleo ou derivados em material coletado na empresa

Foto: Hassan Farias / Agencia RBS

Uma empresa de reciclagem de resíduos químicos foi alvo de uma operação conjunta entre a Polícia Civil de São Francisco do Sul e a Polícia Rodoviária Federal nesta sexta-feira. A Ilhéu está sendo investigada pela suspeita de que estaria furtando petróleo da Petrobras e processando o material sem a autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Um dos laudos de peritos da estatal, que coletaram materiais de caldeiras e tonéis, apontou que se trata de ¿amostra com as mesmas características de querosene de origem fóssil (petróleo ou derivado de petróleo)¿.

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— Isso faz a gente começar a tratar a empresa como uma refinaria clandestina — diz o delegado Marcel Araújo de Oliveira, titular da delegacia da cidade.

Segundo ele, a operação iniciou em 2016 nos setores de inteligência das polícias Civil e Rodoviária, além do Ministério Público Federal. Eles identificaram refinarias que poderiam estar processando petróleo furtado de tubulações da Petrobras e fecharam duas empresas em São Paulo. A partir disso, a investigação avançou até chegar na Ilhéu.

A ação desta sexta começou pela manhã, quando chegaram ao local e encontraram a empresa funcionando. O dono, a secretária, um funcionário que cuidava das caldeiras e outros empregados estavam na unidade, onde havia duas caldeiras, quatro tonéis de decantação e outros dois onde ficavam os materiais no final do processo.

O dono, Rodrigo Luis Cizeski, 44 anos, foi preso por armazenamento e transporte de produtos perigosos de forma irregular. A empresa foi embargada pelo Ibama e multada em R$ 110 mil por três irregularidades nas licenças de funcionamento. Segundo Paulo Maués, chefe da divisão técnica ambiental do Ibama, a unidade não cumpriu as condicionais impostas em duas licenças da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e apresentou informação falsa ao órgão.

— A empresa declarava que não estava produzindo e emitindo nada de efluentes. A capacidade de produção, segundo a licença, é de 300 toneladas por mês e o proprietário nos disse que tinha cerca de cem toneladas de produção por mês — conta.

A Ilhéu voltará a funcionar só se regularizar a situação das licenças e atualizar o certificado referente à produção dos últimos anos e à quantidade de efluentes emitidos. Segundo Adriano Fiamoncini, da PRF, faltam laudos de outras amostras, mas com o primeiro resultado, emitido na noite de sexta-feira, o delegado pediria a interdição total da empresa e o proprietário não tem mais o direito a fiança.

 
 

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