Ajidevi completa 36 anos e recebe doação de bengalas produzidas por estudantes de engenharia de Joinville - A Notícia

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Parceria pela qualidade de vida07/03/2017 | 12h09Atualizada em 07/03/2017 | 12h41

Ajidevi completa 36 anos e recebe doação de bengalas produzidas por estudantes de engenharia de Joinville

Entrega faz parte de um projeto da Ajidevi em parceria com o curso de engenharia mecânica da UniSociesc e com a Associação de Funcionários da Águas de Joinville

Ajidevi completa 36 anos e recebe doação de bengalas produzidas por estudantes de engenharia de Joinville Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Para o presidente da Ajidevi, Paulo Sérgio Suldóvski, ter a bengala branca influencia diretamente no direito de ir e vir das pessoas com deficiência visual Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Alex Sander Magdyel*

alex.cardoso@an.com.br

Correção: Diferente do que informou esta reportagem até 12h40, a Ajidevi completa 36 anos de atividades e não 37. O texto já foi alterado.

Foi realizada nesta segunda-feira, na sede da Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais (Ajidevi), a entrega do primeiro lote de bengalas brancas produzidas por estudantes de engenharia mecânica da UniSociesc.

O material, composto por metal, plástico e elástico, será distribuído gratuitamente a pessoas com deficiência visual de Joinville. A entrega, realizada especialmente no dia em que a entidade completa 36 anos de atividades, faz parte de um projeto da Ajidevi em parceria com a UniSociesc e com a Associação de Funcionários da Águas de Joinville (Afaj).

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Os professores Ewandro José de Souza e Alexandre Ferreira, da UniSociesc, participaram do evento e falaram um pouco sobre o processo aplicado pela universidade. Três alunos do curso de engenharia mecânica foram selecionados como bolsistas e trabalharam no projeto. Eles participaram desde o planejamento até a montagem das bengalas. De acordo com Evandro, esta já é a terceira vez que a universidade apoia a Ajidevi.


Professor Ewandro, da Unisociesc, explica que três alunos do curso de engenharia mecânica foram envolvidos no projeto. Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

– Vamos participar quantas vezes forem necessárias. Trabalhamos com tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas. É um modelo que precisa ser seguido. Ser engenheiro, para nós, é isso – disse o professor Ewandro. O professor Alexandre, que orientou de perto o trio de estudantes, diz que todos ficaram animados em poder contribuir com o bem-estar das pessoas.

Enquanto a UniSociesc entrou com a mão de obra gratuita, a Afaj promoveu uma campanha para arrecadar os materiais necessários para produção. Com a campanha Olhar Amigo, os funcionários da Águas de Joinville arrecadaram pelo menos R$ 1.500, que foram somados aos recursos da Ajidevi para compra dos materiais. O assistente de suporte administrativo, João Abeid Filho, que integra o núcleo social da companhia, destacou a importância da parceria e aproveitou para parabenizar a Ajidevi.

– Caminhar de mãos dadas, esse é o segredo do sucesso. Tenho orgulho de participar deste projeto. É visível o esforço que vocês fazem. Que surjam mais 100 anos de vida ou mais – disse João ao público do evento.

Para agradecer às pessoas envolvidas no projeto, o coral da Ajidevi apresentou algumas canções, seguidas de um café servido para os presentes. Vithória Lis Keske e Eduardo Fermiano Lucas são duas crianças com deficiência visual atendidas pela Ajidevi que podem ser beneficiadas com a entrega das bengalas. Eles ainda não utilizam o equipamento, mas estavam presentes no evento e testaram as novas bengalas.

Um direito básico

Lisandra Keske, mãe da Vithória, é quem acompanha a filha enquanto ela não está pronta para usar a bengala. A pequena de apenas quatro anos de idade teve retinopatia de prematuridade e baixa visão. Ela nasceu com seis meses e faz estimulação visual na Ajidevi. O pequeno Eduardo – ou Dudu, como é conhecido – também não está pronto para usar a bengala, mas arriscou alguns passos nesta segunda-feira. As bengalas vieram em boa hora, já que, de acordo com sua mãe, Marcia Espindola Fermiano, em breve o pequeno precisará do equipamento. Dudu teve descolamento de retina. Para quem vê a bengala nas mãos de uma pessoa cega, pode parecer algo fácil de se encontrar ou de se fabricar, mas não é isso que acontece na prática. Sandra Tromm conta que teve dificuldades para encontrar uma bengala para a filha Luana Mendes, de 11 anos. De acordo com ela, a bengala da filha foi produzida em São Paulo.

– Me bati para encontrar. Foi uma dificuldade enorme – lembra.


Eduardo, Luana e Vithória são atendidas pela Ajidevi e poderão ser beneficiadas com a entrega das bengalas. Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Nesta segunda-feira, foram entregues 60 bengalas, mas o projeto prevê a entrega de mais 140. De acordo com o presidente da Ajidevi, Paulo Sérgio Suldóvski, ter a bengala branca influencia diretamente no direito de ir e vir das pessoas com deficiência visual.

– É um direito básico. A bengala é essencial para quem é cego – afirma Paulo, que explica que critérios como a renda financeira das famílias e a aptidão ao uso da bengala serão observadas para a entrega gratuita dos equipamentos, que será feita gradativamente. Segundo Paulo, uma bengala pode chegar às mãos de uma pessoa cega no prazo de até 30 dias após a encomenda. O custo varia entre R$ 100 e R$ 300.

Um jantar no dia 17 de março também está programado para comemorar o aniversário da entidade. O evento será realizada na sede da Ajidevi, na rua Jornalista Hilário Müller, 276 – bairro Floresta. O jantar custa R$ 20 antecipadamente e R$ 25 na hora do evento. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (47) 3436-3126 e (47) 3454-8542 ou pelos e-mails contato@ajidevi.org.br e ajidevi@ajidevi.org.br.

* Alex Sander Magdyel é estudante de jornalismo e faz estágio no jornal “A Notícia”.

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