Edenilson Leandro: Os achados de Tino - A Notícia

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Painel Local 16/10/2016 | 08h00

Edenilson Leandro: Os achados de Tino

"Olívio é dessas pessoas que falam da Joinville de 60, 50, 40 anos atrás como se o tempo não tivesse passado, tantos são os detalhes que traz intactos na memória."

A coluna vem ilustrada hoje. O cidadão da foto é Olívio Cristino, joinvilense de 67 anos. Conheci-o há poucos meses. Tino apareceu no jornal querendo mostrar dois livros que achara na rua. Não sabia a quem procurar, a quem mostrar, foi um ímpeto buscar o "AN", então, a recepcionista ligou na minha mesa pedindo ajuda. Fui atendê-lo.

Olívio Cristino é dessas pessoas que falam da Joinville de 60, 50, 40 anos atrás como se o tempo não tivesse passado, tantos são os detalhes que traz intactos na memória. Para quem gosta de reminiscências, a prosa flui gostosa. Tino entrou fácil para a galeria dos bons personagens que conheci neste 2016.

Um feito do pai de Tino foi capa de "A Notícia" em dezembro de 1957. Maximiano Cristino Leopoldino matou uma onça e o caso virou notícia. Tino, ao adentrar, meio perdido, a recepção do prédio do "AN", queria falar de duas encadernações que por acaso encontrou há uns anos, provável resultado de faxina geral em alguma residência. Era um sábado de chuva fina, ele trabalhara à noite em um estacionamento no Centro e, bem cedo, pedalava para casa. Ao passar na rua Jaraguá, topou com "uma pilha de mais de metro de livros verdes".

— Parei, curioso, e comecei a folhear. Era coisa antiga, fiquei entretido e interessado. Chegou o pessoal da coleta seletiva. Eu queria olhar, ficar com mais exemplares, mas jogaram tudo no caminhão. Fiquei com os dois que estava segurando — conta Tino.
Os dois são exemplares do Correio da Tupy dos anos 1960 devidamente encadernados. O Correio da Tupy foi um robusto informativo mensal editado pela Fundição Tupy, um jornal bastante recheado, vinte e tantas páginas. Os livros guardados por Tino, feitos de exemplares do Correio, situam sobre fatos daquela época.

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Tino, que mora em um sítio no Cubatão, cuida das duas encadernações como quem trata de um filhote de passarinho que caiu do ninho. Tem carinho pela história. Até já decorou muita coisa que está na coleção encadernada de Correios.

— Há uma foto muito curiosa do Hans Dieter Schmidt, sua mulher Maria Claudia e os filhos pequenos, um deles sendo batizado por monsenhor Scarzello em 1964 — cita.

O guardião acidental dos encadernados acha que merecem ser preservados, gostaria de doá-los, dar-lhes melhor utilidade. Já esteve na Tupy para se informar sobre um destino mais útil para os dois volumes. Não conseguiu ir além da portaria.

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