Drama na educação05/03/2013 | 07h58

Cerca de 1,5 mil alunos ainda estão sem aula em Joinville

Após nova vistoria em duas unidades, a Vigilância Sanitária manteve a interdição

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Cerca de 1,5 mil alunos ainda estão sem aula em Joinville  Rodrigo Philipps/Agencia RBS
Escola Rudolfo Meyer e a Conselheiro Mafra não foram liberadas pela Vigilância Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

A educação joinvilense escreve neste ano um dos capítulos mais tristes. Depois da interdição de 18 escolas em dezembro do ano passado, o ano letivo começou com oito unidades fechadas. Todas elas estaduais. Mesmo depois de 20 dias, seis continuam sem receber alunos. E em dois casos, como na escola Rudolfo Meyer e na Maria Amin Ghanem, os estudantes ainda não sabem quando voltam às aulas. São 1,55 mil crianças e adolescentes que estão em casa, esperando apenas o aviso do retorno das atividades.

A rede municipal teve nove unidades fechadas, e ainda em janeiro a equipe da Secretaria de Educação começou os reparos. Para o início das aulas, em 18 de fevereiro, todas elas já haviam sido desinterditadas.

Na rede estadual, o cenário foi muito diferente. O que se viu foram reformas que começam poucos dias antes do início das aulas, marcado para 14 de fevereiro. Das seis escolas fechadas, em duas as obras ainda não começaram, outras duas estão em obras e nas demais as reformas foram concluídas, mas não foram liberadas.

Nesta segunda, a Vigilância Sanitária voltou a duas escolas: à Rudolfo Meyer, onde uma equipe de trabalhadores realizou uma força-tarefa no fim de semana para terminar as obras, e à Conselheiro Mafra, que recebeu reparos urgentes na parte mais nova da estrutura, onde há cinco salas de aula e o auditório.

A expectativa era de que a área fosse liberada para receber ao menos os alunos das séries iniciais. Nada disso foi realizado. As obras na Rudolfo Meyer não foram terminadas a tempo.

— A Vigilância Sanitária ainda fez novas ponderações. Pediu um toldo. Não conseguimos instalar um toldo até terça —, observou o gerente de Infraestrutura da SDR, Fabiano Lopes de Souza.

— Até agora, me parece ser a melhor reforma. Mas só vou liberar quando ela estiver 100% pronta —, avisou a fiscal sanitarista Lia de Abreu. Por enquanto, não há previsão para o retorno dos 750 alunos.

Na Conselheiro, a situação era diferente. Como a fiscal mesma resumiu, foi feita “uma maquiagem”. Ainda era preciso arrumar parte da fiação elétrica, vidros de janelas estavam quebrados e parte da calha oferecia perigo.

Lia também pediu um tapume para separar a área da antiga escola, que continuará interditada. Os alunos da Conselheiro, no entanto, não estão fora da sala. Eles foram remanejados para a ACE e para a Católica de SC, no Centro.

O caso mais grave ainda é a Escola Maria Amin Ghanem, do Aventureiro. Os alunos do ensino médio noturno, que somam 89, foram remanejados para a Escola João Rocha. Mas as demais 800 crianças ainda não sabem onde e quando vão estudar.

Nesta segunda, após a vistoria nas duas escolas, tanto a gerente regional de Educação, Dalila Leal, quanto a secretária de Desenvolvimento Regional, Simone Schramm, não atenderam à reportagem e não retornaram as ligações.

A SDR ainda precisa responder ao Ministério Público. Em janeiro, o MP ajuizou uma ação civil que determina a reforma urgente das unidades. Todos os problemas foram levantados e apresentados ao governo. O Estado se defendeu e disse que as reformas estavam previstas.

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