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Educação09/08/2012 | 07h14

Professora de matemática de escola em Joinville é finalista do prêmio "Educador Nota 10"

Valkiria Grun Karnopp, 41 anos, ensina mais de 70 alunos dos 8º anos da Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos

Professora de matemática de escola em Joinville é finalista do prêmio "Educador Nota 10" Diorgenes Pandini/Agência RBS
Valkiria Grun Karnopp e sua bicicleta inspiradora Foto: Diorgenes Pandini / Agência RBS
Foi a própria cidade em que mora e onde trabalha que inspirou a professora de matemática de Joinville, Valkiria Grun Karnopp, 41 anos. Valkiria tem experiência de 24 anos de trabalho na área da educação.

Um passeio na famosa Festa das Flores fez a educadora pensar na matemática de um jeito diferente: flores feitas com dobraduras poderia ser usadas para trabalhar a geometria.

GALERIA DE FOTOS: as inspirações de Valkiria

Com este estalo, surgiu uma atividade inovadora e motivadora, que fez com que Valkiria se transformasse em uma das onze professoras nota 10 do Brasil. Ao receber a ligação da organização do Prêmio Victor Civita Educador nota 10, Valkiria mal conseguiu aguentar a felicidade.

Entre mais de 2,5 mil professores participantes, ela é uma das onze que se destacaram em todo País e uma das finalistas da premiação, que ocorrerá em outubro deste ano, em São Paulo.

— É indescritível. É um reconhecimento que nosso trabalho dá certo — falou.

O projeto desenvolvido neste ano, entre fevereiro e abril, com o tema Joinville e a matemática, foi aplicado junto dos mais de 70 alunos dos 8º anos da Escola Municipal Governador Pedro Ivo Campos, do bairro Costa e Silva.

— Comecei a amadurecer o projeto no ano passado, depois que vi que poderia trabalhar as características de Joinville, como as flores, dentro da matemática — explicou Valkiria.

Das flores, a professora se inspirou ainda na terra das bicicletas e na cultura alemã, com suas casas em enxaimel.

— Levei a bicicleta para dentro da sala de aula, para falarmos de círculos, circunferência, raio. Depois passamos a estudar os polígonos, que poderiam ser encontrados nas casas em enxaimel. Com todas estas informações, fizemos um resumo com as dobraduras de flores, onde eles estudaram os ângulos — disse Valkiria.

Esta não é a primeira vez que Joinville concorre ao prêmio Educador nota 10. No ano passado, a professora de matemática da Escola Presidente Castello Branco, Célia Maria Ribeiro Batista, concorreu com um projeto de geometria. A professora do primeiro ano da Escola Municipal de Educação Fundamental Ayrton Senna, Cátia Eliane Nicolachik, de Itapoá, também foi uma das finalistas.

Nenhuma delas ganhou o prêmio principal. Quem sabe, neste ano, Valkiria consiga a melhor. E a torcida é grande.

— É uma honra e um orgulho ter um professor assim na escola. É uma premiação para todos nós. Estimula os alunos e os outros professores — resumiu a diretora Isolete Alves Vicente Salomão.

Junto de Valkiria, o professor Cesar Luis Theis, de Dionísio Cerqueira, do extremo oeste catarinense, também representa Santa Catarina na edição do prêmio em 2012. Ele apresentou o projeto Memórias da fronteira, desenvolvido com os 9º anos da Escola Estadual Dr. Theodureto Carlos de Faria Souto.  

Matemática de um jeito diferente

Foi ao tirar a bicicleta do bicicletário e levar para a sala de aula que os alunos da professora Valkiria abriram o olho e a mente para aprender matemática.

— Eles dividiram o comprimento da coroa e da catraca da bicicleta. O resultado, multiplicaram pelo comprimento da roda, que os levou ao metro rodado por pedalada — explicou.

Com as fórmulas no papel, eles comprovaram na prática que as contas dão certo.

— Fomos andar com as bicicletas no pátio para comprovar — contou Valkiria.

Da bicicleta, eles foram para a cultura alemã - outra influência em Joinville. A professora levou para a sala de aula imagens de casas em enxaimel e desafiou os alunos a desenhar estes espaços.

— Perguntei o que eles viam de matemática ali. E começamos a trabalhar os polígonos, área e perímetro — disse.

As flores foram trabalhadas como uma forma de revisão de todo o conteúdo. As dobraduras tinham formas geométricas, que ao final, bem que poderiam virar um belo buquê de papel. Ao término de cada etapa, os alunos foram avaliados em provas, que confirmaram que atividade - que foi vista quase como uma brincadeira - deu certo.

— Eu acho que esta é a melhor forma de levar aprendizado aos estudantes, mostrando situações do dia a dia — comentou a professora.

A secretária de Educação de Joinville, Vanessa da Rosa, concorda.

— Para mim, as atividades lúdicas são as melhores formas de aprendizado. É brincando que se aprende mais. Isto influencia os outros professores a criar mais e a se inscrever em prêmios — argumentou a secretária.

VÍDEO: Valkiria fala sobre como trabalha em sala de aula:

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