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Feminicídio17/08/2018 | 16h07Atualizada em 17/08/2018 | 16h08

Veja troca de mensagens do marido com amigo após morte de Andreia em Jaraguá do Sul

Ela estaria grávida de três meses e companheiro é réu confesso do crime

Veja troca de mensagens do marido com amigo após morte de Andreia em Jaraguá do Sul  Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Andreia tinha 28 anos e deixou uma filha de dez anos, além de familiares afirmarem que ela estava grávida Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
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O suspeito de matar a mulher, Andreia Campos Araújo, de 28 anos, em Jaraguá do Sul, trocou mensagens com um amigo, horas depois do crime, convidando-o para um churrasco. Nas mensagens trocadas, por meio de aplicativo, o companheiro dela, Marcelo Kroin, 38, também afirma que "está encrencando e queria conversar".  

O material deve ser utilizado pela 4ª Promotoria de Justiça de Jaraguá para compor a denúncia contra Marcelo. O homem, que está preso preventivamente desde o início deste mês, havia relatado em depoimento à Polícia Civil que Andreia morreu durante uma briga, em que teria se defendido com um soco. O laudo final, elaborado pelo IML de Jaraguá do Sul, apontou que ela foi morta por asfixia mecânica.  

Ainda nas conversas, trocadas entre a manhã e tarde do dia do crime, Marcelo afirma ao amigo que está "encrencado" e diz não saber o que fazer. Por fim, o amigo disse para ele "se entrega, faz o certo, vai ser melhor para você". Segundo o promotor Marcio Cota, da 4ª Promotoria, as informações contidas nas mensagens ainda estão sendo analisadas pelo Ministério Público (MP) e, apesar de não conter uma confissão, demonstram indícios do crime.  

O delegado Carlos Crippa, que preside o inquérito, também pediu ao IML exames para dar o horário mais preciso da hora da morte.   

— Marcelo é réu confesso. Ele deu a versão dele e, agora, precisamos verificá-la, através dos laudos e dos depoimentos — afirmou o delegado em entrevista no início deste mês. 

Conforme a família e o companheiro, a mulher estava grávida de três meses. Entretanto, o laudo para comprovar a gravidez de Andreia ainda não foi recebido pela promotoria. 

Confira o trecho da conversa:
11h24 - Marcelo: Está fazendo o que?
11h25 - Amigo: Por enquanto nada, e tu?
11h25 - Marcelo: Cara to em casa... Vem aí. To encrencado, queria conversar.
11h25 - Amigo: Vixx, o que deu?
11h28 - Marcelo: Briga com a mulher tu nem imagina a m* que fiz. Vem aí.
11h28 - Amigo: Aiaiai.
11h29 - Marcelo: Depois a gente assa uma carne.
11h31 - Marcelo: Tem um, traz para relaxar.
11h32 - Marcelo: Tá vindo?
11h32 - Amigo: Ainda não. Nem posso agora, só depois do almoço, pode ser?
11h34 - Marcelo: Pois é, beleza... Tu que sabe... Tô tenso queria conversar. Meio que não sei o que fazer.
11h34 - Amigo: Beleza, entendo. 

Entre às 11h35 e às 14 horas houve a troca de mensagem de áudio e imagens entre os dois. Os áudios ainda não haviam sido recebidos pela promotoria no início desta sexta-feira (17). 

A  conversa continua às 16h12:
16h12 - Amigo: Se entrega, faz o certo, vai ser melhor para você. Entra em contato com um advogado.
17h06 - Marcelo: Não sei o que fazer, não posso falar nada.
17h08 - Amigo: Onde tu está?
17h59 - Marcelo: Tava na rua
17h10 - Amigo: Tô indo pra casa.

Relembre o caso 

O corpo da mulher foi encontrado na noite de 5 de agosto enrolado em um cobertor, no banco da frente do carro do companheiro. O crime foi descoberto após uma denúncia anônima sobre um possível feminicídio à Polícia Militar. Segundo a PM, o homem relatou que estava com a esposa na noite anterior em uma festa, onde teria acontecido uma discussão entre os dois. 

Ele teria ido embora sozinho logo em seguida. Marcelo disse que, por volta das 3 horas, a esposa chegou embriagada em casa, onde aconteceu uma nova discussão. Segundo Marcelo, Andreia teria o agredido com socos e depois ido até a cozinha pegar uma faca. Neste momento, para se defender, deu um soco na vítima que teria batido a cabeça no chão e morrido. O suspeito também disse que colocou o corpo da vítima no carro e viajou até Canoinhas. Sem saber o que fazer, teria voltado para casa com o corpo. 

O primeiro laudo elaborado apontava o traumatismo craniano como causa da morte, mas exames complementares apontaram que ela foi morta por estrangulamento. O corpo também apresentava vários traumas, além do traumatismo craniano. 

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