Andreia foi morta por estrangulamento, aponta laudo do IML de Jaraguá do Sul - AN Jaraguá - Geral - A Notícia

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Feminicídio10/08/2018 | 17h01Atualizada em 10/08/2018 | 17h01

Andreia foi morta por estrangulamento, aponta laudo do IML de Jaraguá do Sul

Ela estaria grávida de três meses e companheiro é réu confesso do crime

Andreia foi morta por estrangulamento, aponta laudo do IML de Jaraguá do Sul Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Andreia tinha 28 anos e deixou uma filha de dez anos, além de familiares afirmarem que ela estava grávida Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
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Andreia Campos Araújo, 28 anos, foi morta por asfixia mecânica, segundo laudo final do IML de Jaraguá do Sul. O companheiro dela, o analista de sistemas Marcelo Kroin, 38 anos, é réu confesso do crime e está preso no Presídio de Jaraguá do Sul. Ele havia afirmado em depoimento que Andreia morreu durante uma briga e que ele havia se defendido com um soco. 

O primeiro laudo apontava o traumatismo craniano como causa da morte, mas exames complementares apontaram que ela foi morta por estrangulamento. O corpo também apresentava vários traumas, além do traumatismo craniano. 

Andreia morreu na madrugada de domingo, 5 de agosto, na casa em que vivia com Marcelo. Naquele dia, ele afirmou que colocou o corpo no carro e dirigiu até Canoinhas, mas retornou para casa, no bairro Jaraguá Esquerdo. Foi lá que a Polícia Militar a encontrou no fim da tarde de domingo, após denúncias anônimas.

Polícia Civil tem urgência na investigação

Este é o quarto homicídio registrado em Jaraguá do Sul, e o primeiro feminicídio. No início da semana, familiares e conhecidos prestaram depoimento. Além disso, a 4ª Promotoria de Justiça de Jaraguá pediu urgência nas investigações. O IML de Jaraguá, responsável pelo laudo cadavérico, ainda deve informar se Andreia realmente estava grávida. Segundo familiares, ela estava no terceiro mês de gestação.

O delegado Carlos Crippa, que preside o inquérito, pediu também que o IML realize exames para dar o horário mais preciso da hora da morte. O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joinville está fazendo a perícia dos celulares apreendidos na casa e também é o responsável pelo laudo do local do crime. 

— Marcelo é réu confesso. Ele deu a versão dele e, agora, precisamos verificá-la, através dos laudos e dos depoimentos — afirmou o delegado no início da semana. 

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