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Influenza13/06/2017 | 10h39Atualizada em 13/06/2017 | 16h23

Jaraguá do Sul registra segunda morte por Gripe A

Paciente de 19 anos morreu no último dia 10 de junho 

Jaraguá do Sul registra segunda morte por Gripe A Andressa Gallo/Divulgação
Jaraguá do Sul tem duas mortes por gripe A em 2017 Foto: Andressa Gallo / Divulgação

Jaraguá do Sul teve a segunda morte por gripe A registrada neste ano. Foi uma jovem de 19 anos, moradora da cidade. Ela foi internada no último dia 5 e morreu no dia 10. A causa da morte, de acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), foi por influenza A tipo H3N2. Até o momento, o Estado soma 17 mortes por gripe, todas causadas pelo subtipo H3N2.  

De acordo com Dalton Fernando Fischer, diretor de vigilância em saúde, a paciente não tinha nenhuma comorbidade, que é quando o paciente já tem uma doença que predispõe a desenvolver outras doenças ou agravar os sintomas.

— Comparando com o ano anterior, estamos numa situação menos complicada, porém o frio chegou mais tarde. Pelo fato da campanha de vacinação ter sido estendida, acreditamos que deu tempo de as pessoas criarem a imunidade necessária — explica.

De acordo com o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC) da semana passada, 68,8% das mortes por gripe A em SC acometeram pessoas acima dos 50 anos de idade. Essa é a terceira morte em catarinenses entre 10 e 19 anos. Além disso, 81,3% das vítimas apresentaram algum fator de risco para agravamento da doença (idosos, obesos e doentes crônicos).

De janeiro até  12 de junho em 2016 em Jaraguá do Sul foram 23 casos suspeitos de gripe A, 10 confirmados e quatro óbitos. Neste ano, até o momento são sete casos suspeitos, dois confirmados e dois óbitos.

A primeira morte por gripe A em Jaraguá do Sul foi registrada em abril. Um homem de 58 anos morreu no Hospital e Maternidade Jaraguá. Ele era portador de doença crônica.

A doença

A influenza, normalmente conhecida como gripe, é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, o tipo A causa 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio do tipo B. Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais e, também, por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas.

Em geral, essas são associadas ao aumento das taxas de hospitalização e de mortes por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam doenças crônicas e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.

Transmissão
O vírus é transmitido a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver algumas horas em diversas superfícies tocadas frequentemente, de madeira, aço e tecidos. A partir do contato com um doente ou com uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesões pulmonares, que podem ser graves e até fatais, se não tratadas a tempo.

Os vírus influenza circulam durante todo o ano, intensificando-se principalmente no período de inverno, quando as pessoas buscam se abrigar do frio em ambientes fechados, o que favorece a transmissão. A transmissão ocorre principalmente em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados.

Estima-se que uma pessoa infectada seja capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes.

Os sinais e sintomas, em geral, são:
-Febre alta
-Calafrios
-Tosse, que pode ser seca ou com expectoração
-Dor de cabeça
-Dor de garganta
-Cansaço
-Dor muscular
-Coriza

Complicações
Pessoas de todas as idades são susceptíveis à infecção pelo vírus influenza. Porém, a evolução geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações. As complicações mais comuns são: pneumonia bacteriana e por, outros vírus, sinusite, otite e desidratação.

Alguns indivíduos estão mais propensos a desenvolverem complicações graves, especialmente aqueles com condições e fatores de risco para agravamento, entre esses: gestantes, adultos com idade maior que 60 anos, crianças com idade menor que dois anos e indivíduos que apresentem doença crônica, especialmente doença respiratória crônica, cardiopatia, obesidade (IMC ¿ 40), diabetes descompensada, síndrome de Down e imunossupressão e imunodepressão.


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