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Influenza19/04/2017 | 17h34Atualizada em 20/04/2017 | 09h24

Jaraguá do Sul registra a primeira morte por gripe A neste ano 

Paciente de 58 anos estava internado no Hospital e Maternidade Jaraguá e faleceu no dia 11 deste mês

Jaraguá do Sul registra a primeira morte por gripe A neste ano  Andressa Gallo/Divulgação
Vacinação começa dia 17 de abril para idosos e pessoas com doenças crônicas Foto: Andressa Gallo / Divulgação

A Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Jaraguá do Sul, por meio da Gerência de Saúde, confirmou a primeira morte deste ano por gripe A, tipo H3N2, na região Norte de SC. Com este caso de Jaraguá do Sul já são três mortes em Santa Catarina. As outras duas foram em Lages e Florianópolis, todas pelo mesmo vírus. Em Jaraguá do Sul o diagnóstico foi de um homem de 58 anos, portador de doença crônica, falecido no dia 11 deste mês, no Hospital e Maternidade Jaraguá.

Segundo a gerente de Saúde da ADR de Jaraguá do Sul, Aline Mainardi, o material coletado, para confirmar a suspeita, foi encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que comunicou o resultado nesta terça-feira. Em Jaraguá do Sul, este foi o primeiro caso suspeito e confirmado com óbito, entre os demais municípios de abrangência da ADR, apenas Guaramirim registrou um caso suspeito no início do ano.

Campanha de vacinação
A ADR de Jaraguá do Sul abrange cinco municípios (Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Massaranduba e Schroeder) e deve vacinar mais de 61 mil pessoas durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (gripe), que teve início no último dia 17 e segue até o dia 26 de maio. Até o dia 21 deste mês, apenas as pessoas com 60 anos ou mais e os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais serão vacinadas.

— É na faixa etária acima dos 60 anos que as pessoas estão mais suscetíveis às complicações de uma gripe, porque estão com o sistema imunológico mais fraco — explicou a gerente de Saúde da ADR Jaraguá do Sul, Aline Mainardi.

A doença
A influenza, normalmente conhecida como gripe, é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, o tipo A causa 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio do tipo B. Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais e, também, por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas.

Em geral, essas são associadas ao aumento das taxas de hospitalização e de mortes por pneumonia, especialmente em pacientes que apresentam doenças crônicas e fatores de risco. O vírus C raramente causa doença grave.

Transmissão
O vírus é transmitido a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver algumas horas em diversas superfícies tocadas frequentemente, de madeira, aço e tecidos. A partir do contato com um doente ou com uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesões pulmonares, que podem ser graves e até fatais, se não tratadas a tempo.

Os vírus influenza circulam durante todo o ano, intensificando-se principalmente no período de inverno, quando as pessoas buscam se abrigar do frio em ambientes fechados, o que favorece a transmissão. A transmissão ocorre principalmente em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semifechados.

Estima-se que uma pessoa infectada seja capaz de transmitir o vírus para até dois contatos não imunes.

Os sinais e sintomas, em geral, são:
-Febre alta
-Calafrios
-Tosse, que pode ser seca ou com expectoração
-Dor de cabeça
-Dor de garganta
-Cansaço
-Dor muscular
-Coriza

Complicações
Pessoas de todas as idades são susceptíveis à infecção pelo vírus influenza. Porém, a evolução geralmente tem resolução espontânea em sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações. As complicações mais comuns são: pneumonia bacteriana e por, outros vírus, sinusite, otite e desidratação.

Alguns indivíduos estão mais propensos a desenvolverem complicações graves, especialmente aqueles com condições e fatores de risco para agravamento, entre esses: gestantes, adultos com idade maior que 60 anos, crianças com idade menor que dois anos e indivíduos que apresentem doença crônica, especialmente doença respiratória crônica, cardiopatia, obesidade (IMC ¿ 40), diabetes descompensada, síndrome de Down e imunossupressão e imunodepressão.


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