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Greve 10/03/2017 | 19h07Atualizada em 10/03/2017 | 19h07

Servidores decidem continuar greve na próxima semana em Jaraguá do Sul

Decisão foi tomada em assembleia após reunião entre sindicato e o prefeito Antídio Lunelli

Servidores decidem continuar greve na próxima semana em Jaraguá do Sul Hassan Farias/Agencia RBS
Servidores começaram a greve na última segunda-feira, com um protesto em frente à Prefeitura Foto: Hassan Farias / Agencia RBS
O prefeito Antídio Lunelli (PMDB) recebeu representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul (Sinsep) na manhã desta sexta-feira para discutir a greve da categoria, iniciada na última segunda-feira.

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Os servidores decidiram paralisar as atividades por causa do pacote de projetos encaminhado pelo Executivo ao Legislativo que prevê a redução de benefícios dos funcionários para gerar economia ao município.

Durante a conversa, o prefeito explicou a situação financeira do município e reconheceu o direito dos servidores de entrar em greve. O presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner pediu que Lunelli retirasse os projetos da Câmara de Vereadores para que a negociação continue.

O chefe do Executivo sugeriu que a categoria aguarde o posicionamento dos vereadores, que devem votar o pacote de equilíbrio financeiro na próxima terça-feira, segundo a expectativa da Prefeitura.

— Fizemos uma assembleia com a presença de quase 2.500 pessoas e o povo decidiu que a greve continua forte para a semana que vem — garantiu.

Outro assunto discutido durante a reunião foi sobre os atendimentos considerados essenciais para o município. O prefeito também pediu para que o sindicato estude a possibilidade de disponibilizar atendimento em parte dos centro de educação infantil para minimizar o impacto da greve. De acordo com a Prefeitura, o presidente do Sinsep afirmou que o atendimento na educação não é considerado essencial pela Lei da Greve.

— Nós entendemos que tudo que estamos fazendo é dentro da legalidade — afirmou Schorner.

Entre as propostas enviadas pelo Executivo e contestadas pelos servidores estão o corte de pagamentos do FGTS para temporários, a extinção da gratificação para agentes do Programa Estratégia Saúde da Família (ESF), a revisão da progressão salarial e a redução do benefício dos triênios e do vale-refeição.

O conjunto de ações está sendo chamado pelos servidores de "pacotão da maldade". A Prefeitura defende que as medidas economizariam entre R$ 17 milhões e 20 milhões.

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