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Saúde04/06/2014 | 08h48

Pesquisa sobre o combate ao maruim no Vale do Itapocu vai ganhar reforço

Amvali e Fundação 25 de Julho, de Joinville, querem criar mosquito em cativeiro para descobrir o predador. Pesquisa sobre o inseto começou há oito anos

Pesquisa sobre o combate ao maruim no Vale do Itapocu vai ganhar reforço Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
Morador do bairro Schroeder 1, em Schroeder, Jacir colocou telas nas janelas para evitar que os mosquitos entrem em casa Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Daiane Zanghelini

daiane.vieira@an.com.br

Iniciada há oito anos, a pesquisa sobre o combate ao maruim na região deve ganhar reforço a partir do segundo semestre. Na próxima terça-feira, representantes da Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) se reúnem com o biólogo responsável pelo estudo, Luiz Américo de Souza, da Fundação 25 de Julho, de Joinville, para debater a criação do mosquito em cativeiro. A Amvali e a fundação buscam uma solução para a infestação desde 2006, mas até agora não se descobriu qual predador ajudaria no controle do inseto.

Já foram realizadas pesquisas de campo e agora é a vez da fase do estudo em laboratório. A ideia é construir um terrário, pequena estufa que reproduz o ambiente onde o mosquito vive. Para isso, a estrutura contará com plantas e equipamentos que simulam o ambiente ideal para a reprodução do mosquito, como ar-condicionado, umidificador e iluminação. Segundo Luiz Américo, o inseto prolifera mais facilmente em áreas com umidade alta e temperatura acima de 28º, perto de bananeiras. A Amvali também pretende fechar um convênio com a Univille para ampliar a pesquisa e está avaliando a possibilidade de disponibilizar sete técnicos na região para acompanhar o processo.

Luiz Américo diz que pesquisas de campo mostraram que o pseudocaule da bananeira facilita a reprodução do inseto por ser uma fonte de nutrientes para a fêmea colocar os ovos. Numa das experiências realizadas, um talo de bananeira foi tampado com saco plástico, e a incidência do mosquito no local foi reduzida em cerca de 50%. Ele explica que a mata atlântica, onde a região se situa, oferece o clima ideal para o inseto se desenvolver.

— Existem 1,4 mil espécies de maruim, transmitindo doenças e causando alergias e dermatites. É um problema no mundo inteiro — diz o pesquisador.

Nos próximos dias, a Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente (Fujama) deve iniciar a coleta de exemplares do maruim em propriedades rurais. O presidente do órgão, Leocádio Neves e Silva, explica que, inicialmente, serão instalados 15 aparelhos, feitos de metal, para obter dados sobre a incidência do mosquito. Depois, serão estudadas ações contra a infestação.

Há cerca de dois anos, o caseiro Jacir Lopes Pereira, 42 anos, teve de mudar a rotina por causa dos maruins. Morador de um centro de tradições gaúchas (CTG) no bairro Schroeder 1, em Schroeder, ele colocou telas em todas as janelas da casa, além de usar repelente diariamente e roupas compridas para se proteger.

— Quando vou receber visita, já aviso antes para passar repelente, senão ninguém aguenta. Também comprei alguns remédios, pois tenho parentes que têm alergia às picadas — comenta.

Biólogo dá dicas para prevenir ataques

Luiz Américo ensina algumas dicas para reduzir os ataques dos insetos. Entre elas está a colocação de telas de voile branco nas janelas, para impedir a entrada dos mosquitos, e usar um pouco de óleo de citronela na limpeza do piso.

Outra ideia é fazer um repelente natural, que pode ser aplicado em intervalos de uma hora e meia. Para fazer, coloque dois pacotes de cravo-da-índia em meio litro de álcool (70%) e deixe a solução descansando em lugar escuro por 48 horas, mexendo algumas vezes. Depois, retire o cravo e misture com um hidratante de sua preferência.

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