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Mundial 19/06/2014 | 17h20

Canoístas do Vale do Itapocu se destacam no Mundial na Itália

Competindo na Itália, Adilson Pommerening conquista o oitavo lugar e Marcos Zanghelini, o quarto em provas individuais. Objetivo era competir em dupla, mas falta de equipamentos mudou os planos

Canoístas do Vale do Itapocu se destacam no Mundial na Itália  Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Adilson Pommerening conquista o oitavo lugar e Marcos Zanghelini, o quarto em provas individuais Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A dupla de canoístas do Vale do Itapocu que participou do Mundial de Canoagem em Valentille, na Itália, retorna para casa entre os dez melhores da canoagem mundial. Marcos Zanghelini e Adilson Pommerening tiveram que competir individualmente por falta de equipamentos. O primeiro conquistou o quarto lugar na K1 supermaster (acima dos 49 anos) e Pommerening ficou em oitavo na categoria K1 master (de 39 a 49 anos).

O Mundial teve a participação de 25 países, com 350 atletas. O Brasil participou da competição fazendo história com sua maior delegação: nove integrantes. Entre eles, estavam Zanghelini e Pommerening, que iriam competir na categoria C2 open, em que os atletas navegam ajoelhados na canoa e cada canoísta rema apenas de um lado. Porém, a primeira barreira foi encontrar os equipamentos.

– Não achamos equipamentos usados para comprar, só a canoa custa mais de R$ 5 mil nesta categoria em que competimos. A delegação da Itália nos ajudou muito, mesmo assim não tínhamos condições de comprar equipamentos novos – explica Pommerening.

No dia 10 de junho, os canoístas tiveram que optar por competir sozinhos. Segundo Pommerening, a decisão não foi fácil, mas a dupla acreditava também estar preparada para competir individualmente.

Conforme o canoísta, o segundo obstáculo era ainda maior: enfrentar as correntezas desconhecidas do rio da Itália. Pommerening conta que as águas eram geladas e a temperatura ambiente ficava nos 30°C. Durante a competição, um trecho foi interditado por ser considerado perigoso para os participantes.

– Os rios em que treinamos são de classe 2 a 3 de dificuldade, aquele é inteiro classe 4. Quando fizemos o reconhecimento do rio, ele estava mais baixo. Com o degelo, a água subia dez centímetros por dia. No dia da prova, a correnteza era intensa e não enxergávamos as pedras – conta.

Estratégia

Pommerening diz que o reconhecimento do rio foi fator determinante para ele e Zanghelini pensarem nas suas estratégias de descida. Mesmo competindo individualmente, os dois focaram na segurança física.

– O foco era a segurança física, pois queríamos completar a prova. Uma das dificuldades era o grande volume de água, somando as mãos muito geladas por causa da temperatura da água – relembra o atleta.

Os canoístas do Clube de Canoagem Kentucky voltam para casa com o dever cumprido. Segundo Pommerening, a honra de usar o uniforme da Seleção Brasileira é inexplicável.

– Os meus 17 anos de canoagem valeram a pena. Consegui chegar onde vários atletas queriam estar. Fizemos história com a maior delegação e os melhores resultados obtidos pelo Brasil nesta modalidade – enfatiza Pommerening.

O próximo desafio será a segunda etapa da Copa Brasil de Canoagem de Descida em Governador Valadares-MG. Os dois canoístas vão competir nesta etapa novamente como dupla.

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