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Segurança na estrada19/05/2014 | 09h54

Rotatória na BR-280, em Jaraguá do Sul, deve ser retomada

Dnit confirma que conclusão da obra é prioridade. Para os moradores dos bairros Nereu Ramos e Ribeirão Cavalo, rotatória ajudaria a diminuir o número de acidentes na região

Rotatória na BR-280, em Jaraguá do Sul, deve ser retomada Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
O morador Olcimar Moretti vive nas proximidades da rodovia e perdeu as contas dos acidentes presenciados Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

A construção de uma rotatória no km 74 da BR-280, ponto que une os bairros Nereu Ramos e Ribeirão Cavalo, em Jaraguá do Sul, pode finalmente ser retomada. Segundo a assessoria de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o projeto é considerado prioritário para o órgão com base em Florianópolis. Os documentos serão analisados pela procuradoria do Dnit para a inclusão de um termo aditivo no contrato.

Caso receba parecer favorável, a obra é retomada, a decisão é publicada no Diário Oficial, e a empresa Infra-Sul poderá dar início ao trabalho. Segundo o Dnit, a expectativa é que a decisão seja publicada em até 15 dias.

A obra de construção da rotatória começou no ano passado, mas foi interrompida devido à falência da construtora, a Sociedade Mafrense de Engenharia, de Curitiba. A interrupção, somada aos acidentes frequentes no trecho, levaram os moradores a realizar manifestações. Neste ano, a rodovia foi trancada duas vezes pelos moradores.

Olcimar Moretti mora há anos na rua Pioneiro Julio Tissi, no bairro Nereu Ramos. Vizinho da BR-280, no ponto em que há ligação com o bairro Ribeirão Cavalo, ele já perdeu as contas dos acidentes que aconteceram no local.

_ Nós somos os primeiros a ver e a ligar para a ambulância quando há acidentes _ diz.

De tão frequente, alguns moradores da região já desenvolveram técnicas para atendimento. Olcimar leva um guarda-sol para proteger eventuais vítimas do calor. Uma vizinha do bairro Ribeirão Cavalo tem um kit com equipamentos de primeiros socorros. Entre os moradores, são comuns as histórias de acidentes, narradas como fatos cotidianos da comunidade. O filho de Olcimar, por exemplo, tem apenas 11 anos e já presenciou colisões, capotamentos, atropelamentos e derrapagens na pista.

Nas margens da rodovia, pedaços de veículos são visíveis, legado de antigos acidentes. Para Moretti, os acidentes acontecem por diferentes motivos. Um deles é a falta de infraestrutura da rodovia. Sem acostamento, os veículos que saem da BR para entrar nos bairros não têm espaço para diminuir a velocidade e realizar a conversão.

Aliado à falta de condições, está a pressa dos motoristas que, em vez de aguardarem nas laterais, optam por deixar a BR e entrar diretamente nos bairros. Outros motoristas quase param sobre a pista antes de convergir. Há aqueles, ainda, que percorrem trechos na contramão até o ponto de entrada nos bairros.

Segundo Moretti, a frequência dos acidentes aumentou com a inauguração do condomínio Dante Menel, em 2011. Com 288 apartamentos, o fluxo de motoristas cresceu e elevou o número de colisões.

Para a moradora do condomínio, Lurdes da Rosa, a situação só tende a piorar. Ela mora no Dante Menel, mas trabalha no centro da cidade. O percurso é feito de bicicleta e, muitas vezes, ela precisa atravessar a BR-280. A dica da ciclista é paciência para aguardar o momento certo de passar sobre a movimentada rodovia. Para ciclistas e pedestres, a rotatória pode não ser suficiente para diminuir os riscos. Sem faixa de segurança, a travessia deve ser às pressas.

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