Transpiração, dedicação e evolução: os segredos para os bons resultados de Mariany Miyamoto - Esportes - A Notícia

Versão mobile

 

Esportes19/10/2018 | 22h35Atualizada em 19/10/2018 | 22h37

Transpiração, dedicação e evolução: os segredos para os bons resultados de Mariany Miyamoto

Aos 17 anos, joinvilense colhe os frutos de uma década de entrega à modalidade

Transpiração, dedicação e evolução: os segredos para os bons resultados de Mariany Miyamoto Salmo Duarte/A Notícia
Mariany conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos Abertos e foi a atleta revelação da competição Foto: Salmo Duarte / A Notícia

A atleta revelação dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) deste ano não chega a ser, de fato, uma revelação para os joinvilenses. Mariany Miyamoto, de 17 anos, já é um orgulho para a a cidade desde criança, quando começou a competir na ginástica rítmica. Neste ano, ela conquistou quatro medalhas de ouro nos Jasc, mas o currículo da talentosa jovem conta com títulos estaduais, nacionais, sul-americanos e até pan-americanos.

Natural da cidade do Norte do Estado, Mariany conta que as conquistas são fruto de um trabalho que começou há 10 anos. Aos sete, ela começou a treinar com meninas de nove anos. Em pouco tempo, passou a competir e colecionar medalhas. 

Em 2010, levou o título estadual e a décima colocação do Brasileiro. No ano seguinte, foi campeã brasileira, sul-americana e pan-americana. Dois anos depois, voltou a ser campeã sul-americana, desta vez em outra categoria. 

Mariany conta que as mudanças de categoria são determinantes para a evolução no desempenho na ginástica.

— O primeiro ano sempre é mais difícil. Mas no segundo, normalmente temos melhores resultados. Foi o que aconteceu comigo — relembra. 

Neste ano, a jovem joinvilense esteve na equipe brasileira que conquistou a medalha de bronze no Pan-americano disputado no Peru. 

A equipe do individual formada por Natália Gaudio, Bárbara Domingos, Heloísa Bornal e Mariany Miyamoto fez 156.400 pontos. À frente das brasileiras, só os Estados Unidos, que somaram 169.400 e o México, que terminou em segundo, com 159.100.

Agora, a jovem ginasta se prepara para viajar para a Bulgária, onde treinará em janeiro com Yulia Baycheva, técnica que já foi campeã mundial. Mais um degrau que sobe rumo ao topo.

Foco entre os esportes e os estudos

Assim como qualquer atleta, Mariany Miyamoto admite que seu grande sonho é a Olimpíada. No entanto, reconhece que a concorrência é muito grande, o que dificulta a realização do desejo. Ainda assim, revela não ter uma projeção para o futuro. Por enquanto, ela quer apenas continuar competindo. 

— Quero ficar por um tempo na ginástica, mas neste ano prestarei vestibular para Medicina. É importante manter os estudos, mas ainda não sei se vou parar ou quando vou parar. 

A disciplina ajuda a ginasta a manter o bom desempenho, embora conviva com um mundo cheio de opções de lazer para os jovens — seja na internet ou na vida real. 

Segundo Mariany, as “baladas” até fazem parte da sua rotina, mas somente em momentos de folga estendida —sem competições. Namoro, por enquanto, não é a prioridade. 

Dentro de casa, conta com o apoio dos familiares para manter a chama da ginástica acesa. A mãe é a maior incentivadora —acompanhando de perto algumas das competições. A irmã foi quem colocou Mariany na ginástica, quando ela ainda tinha sete anos. Já o pai não compreende muito, mas é o maior fã. 

Neste fim do ano, a joinvilense está com o calendário vazio. Ainda assim, continua treinando diariamente no Ginásio Perácio Bernardo, em Joinville. 





 
A Notícia
Busca