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Londres02/08/2018 | 14h28

Mercado de transferências inglês volta a ficar agitado

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Apesar de registrar menos movimento do que esperado, o mercado de transferências inglês voltou a ficar agitado a uma semana do fim da janela, com as equipes da Premier League abrindo o bolso para investir, um ano após o recorde de mais de um bilhão de euros gastos em contratações.

A saída do belga Eden Hazard e o retorno do português Cristiano Ronaldo ao campeonato eram esperados, mas a janela não será mercada com transferências recorde como a chegada de Paul Pogba ao Manchester United por 105 milhões de euros em 2016.

Porque a novidade nesta temporada, em um campeonato que mobiliza 2,3 bilhões de euros em direitos de televisão por temporada, é o fim da janela dia 9 de agosto, antes do início da Premier League. No restante da Europa, os times têm até o final do mês para se reforçarem.

Assim, os clubes precisam negociar mais rapidamente que o acostumado. 18 dos 20 times da Premier League realizaram contratações, com as exceções de Tottenham e Burnley.

O Everton investiu mais de 60 milhões de euros em Lucas Digne e no brasileiro Richarlison, enquanto o West Ham fechou com o também brasileiro Felipe Anderson, Issa Diop, Andriy Yarmolenko e Lukasz Fabianski por mais de 100 milhões.

- Mourinho insatisfeito -

O atual campeão Manchester City iniciou as contratações no início de julho, com a chegada do argelino Riyad Mahrez por cerca de 80 milhões de euros. O jogador se tornou o africano mais caro da história. E parou por aí.

O Liverpool de Jürgen Klopp investiu alto nos brasileiros Alisson (Roma) e Fabinho (Monaco) e também contratou os meias Naby Keita (RB Leipzig) e Xherdan Shaqiri (Stoke), todos eles fechados antes do dia 19 de julho.

Na temporada passada, os Reds alcançaram a final da Liga dos Campeões mas terminaram na quarta colocação da Premier League, principalmente por conta da falta de opções no banco. O problema espera ser resolvido desta vez, com gasto de quase 200 milhões de euros, inclusive com o valor mais alto pago por um goleiro (75 mi por Alisson).

"Com tais investimentos, sem dúvida um recorde na Premier League neste ano, é preciso dizer que você é um candidato ao título e tem que ganhar", lançou José Mourinho após derrota do Manchester United em amistoso contra o Liverpool (4-1), em 28 de julho.

"Fariam falta dois jogadores mais, mas acho que não poderei contar com isso. Há alguns meses dei ao clube uma lista com cinco jogadores, ainda estou esperando", se lamentou o luso, que por enquanto precisa se contentar com as chegadas do brasileiro Fred (Shakhtar Donetsk), Diogo Dalot (FC Porto) e Lee Grant (Stoke).

- Chelsea quer manter Hazard e Courtois -

Os outros aspirantes ao título mostram um perfil mais baixo: o Arsenal e seu novo técnico Unai Emery viram chegar Bernd Leno (Bayer Leverkusen), Lucas Torreira (Sampdoria), Matteo Guendouzi (Lorient), Sokratis (Borussia Dortmund) e Stephan Lichsteiner (Juventus).

O Chelsea pelo menos conseguiu conservar jogadores pretendidos até o momento: o Real Madrid se fixou em Eden Hazard, Thibaut Courtois e no brasileiro Willian, mas os três continuam nos Blues por enquanto.

O campeão do mundo N'Golo Kanté é desejado pelo Paris Saint-Germain, mas pode renovar com o clube londrino praticamente dobrando seu salário atual. Além disso, o novo técnico Maurizio Sarri só trouxe consigo o brasileiro naturalizado italiano Jorginho, também da Napoli.

O recém promovido Wolverhampton se mostrou mais ativo, contratando entre outros nomes os portugueses João Moutinho (AS Monaco) e Rui Patricio (Sporting).

* AFP

 
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