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São Petersburgo08/07/2018 | 13h57

Thierry Henry, un mito do futebol francês a serviço dos belgas

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Thierry Henry é um mito do futebol francês e artilheiro da história do Bleus, com 53 gols, mas, na próxima terça-feira, em São Petersburgo, irá se vestir de Diabo Vermelho, como assistente de Roberto Martínez na semifinal entre Bélgica e França.

O histórico de "Titi" na seleção francesa impressiona: campeão mundial em 1998 e vice-campeão em 2006, e vencedor da Eurocopa-2000 e da Copa das Confederações em 2003.

Também foi protagonista de dois dos episódios mais estrambóticos do futebol gaulês: a greve dos jogadores durante a Copa do Mundo de 2010, para a qual a França se classificou depois de vencer a Irlanda na prorrogação da repescagem europeia com um gol de William Gallas, que recebeu o passe de Henry com a mão.

Por toda a sua experiência internacional, Martínez convidou Henry para ser seu assistente, a fim de ajudar a "geração dourada" belga a dar o passo definitivo para o sucesso.

Quis o destino que franceses e belgas se encontrassem agora nas semifinais da Copa do Mundo, com Henry no banco dos Diabos Vermelhos.

"É raro tê-lo do lado contrário, como francês que é. É uma lenda viva do futebol francês, o artilheiro da seleção. Trouxe muito para a França, temos muito respeito pelo que fez", declarou neste domingo o atacante Olivier Giroud na concentração dos Bleus em Istra, periferia de Moscou.

"Ele dá conselhos bastante precisos e importantes para os belgas. Preferiria certamente que estivesse conosco e desse conselhos a mim e aos outros atacantes, mas não devemos ter ciúmes", disse o jogador do Chelsea, que, quando assinou com o Arsenal (2012) ou quando chegou à seleção francesa (2011), estava destinado a ser o sucessor de Titi, embora os dois tivessem perfis completamente diferentes no ataque.

- Experiência e mentalidade vencedora -

Giroud, que não descartou a possibilidade de Henry se tornar técnico Bleu, afirmou que, na próxima terça, os franceses estarão "concentrados no que acontecerá em campo".

O presidente da Federação Francesa de Futebol, Noël Le Graët, reconheceu que o órgão tem pouco contato com o ex-jogador, que, há um par de anos, é ajudante de "Bob" Martínez, preparando, talvez, uma futura carrera como técnico principal.

"A vida é assim. Sempre jogou na Inglaterra. Está pouco presente na França e tem pouco contato com a Federação", assinalou o dirigente.

A principal missão de Henry na equipe belga é levar a sua experiência e imprimir a cultura do triunfo em um grupo talentoso, que, até agora, havia fracassado nos grandes torneios anteriores.

"Ele adora falar sobre sua experiência", disse na Rússia o jovem centroavante Michy Batshuayi. "É um amante do futebol, adora falar muito sobre o que fez, sobre como era antes, sobre sua primeira Copa do Mundo e tudo isso. Recebi muitos conselhos para melhorar", revelou o ponta.

Talvez Henry seja o único que, na próxima terça, não terá nada a perder nesta semifinal. "Se vencermos, ele também ficará feliz, porque, antes de tudo, é francês", assinalou esta semana o lateral gaulês Lucas Hernández.

* AFP

 
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