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Berlim30/06/2018 | 09h51

Özil rompe o silêncio e fala sobre a eliminação da Alemanha

AFP
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O jogador alemão Mesut Özil, criticado nas últimas semanas por suas atuações e uma polêmica política, rompeu neste sábado o silêncio, três dias depois da eliminação de sua seleção na primeira fase da Copa do Mundo, um fracasso que admite que "dói muito".

"Ter que sair da Copa do Mundo depois da fase de grupos dói muito. Nós simplesmente não fomos bons o suficiente. Vou precisar de algum tempo para superar isso" escreveu em inglês em sua conta no Twitter, ao lado da hashtag #SayNoToRacism (Diga Não ao Racismo).

O meia, nascido na região industrial do Ruhr e de origem turca, não falou com a imprensa antes da Copa, assim como no período que a Mannschaft passou na Rússia, com exceção de breves mensagens nas redes sociais.

Özil, que desde 2013 joga no Arsenal da Inglaterra, foi muito criticado na Alemanha por suas atuações abaixo do esperado e foi apontado como um dos motivos do fiasco da equipe de Joachim Löw, que acabou em último lugar no Grupo F após a derrota de quarta-feira de 2-0 para a Coreia do Sul.

Além disso, Özil se viu envolvido desde meados de maio em uma polêmica fora dos campos por suas fotos, ao lado de outro jogador da seleção alemã, Ilkay Gündogan, com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que estava em campanha eleitoral.

Özil e Gündogan compareceram a um encontro com Erdogan em Londres e as imagens provocaram acusações de que os dois não respeitavam os valores alemães. Özil optou por permanecer em silêncio, apesar das críticas que recebeu, inclusive em um primeiro momento da Federação Alemã de Futebol (DFB).

O tema ganhou um caráter político e gerou uma grande controvérsia sobre a imigração e a integração dos filhos de estrangeiros na Alemanha, alimentada em grande parte pela extrema-direita.

Parte da torcida alemã passou a vaiar os jogadores antes mesmo da Copa do Mundo. O treinador de goleiros da seleção, Andreas Köpke, disse que Özil foi insultado por um torcedor quando deixava o gramado após a partida com os sul-coreanos.

* AFP

 
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