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Buenos Aires06/06/2018 | 01h16

Amistoso entre Argentina e Israel é cancelado após protestos

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O amistoso entre Argentina e Israel, previsto para este sábado, foi cancelado após protestos palestinos pela escolha de Jerusalém como sede da partida, informou a embaixada israelense em Buenos Aires nesta terça-feira.

"No final fizeram o certo. Isto ficou para trás. Obviamente, primeiro a saúde e o bom senso", declarou o atacante Gonzalo Higuaín à rede ESPN sobre a suspensão da partida.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, já havia informado que "os jogadores da seleção" não queriam "disputar esta partida".

"Messi, não vá!", gritaram ao capitão argentino os manifestantes, cerca de 30 pessoas que se aglomeraram nesta terça-feira na entrada do centro de treinamento em Barcelona onde a seleção argentina está concentrada.

"O próprio técnico da seleção (Jorge Sampaoli) havia pedido que não fossem mais disputadas partidas para que a equipe pudesse se concentrar no primeiro jogo na Rússia em 16 de junho (em Moscou contra a Islândia)", completou Faurie. A Argentina enfrentará em seguida Croácia e Nigéria pelo Grupo D da Copa.

Os sites dos principais jornais argentinos afirmaram que o elenco temia por sua segurança, depois de verem durante um treino alguns manifestantes vestindo camisas da seleção manchadas de sangue.

A partida seria a última escala dos argentinos antes de disputar a Copa do Mundo da Rússia.

Alguns veículos da imprensa especularam que uma mudança do local da partida em Israel, possivelmente a cidade de Haifa, poderia acalmar os ânimos palestinos.

O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, pediu no domingo a Messi para que não atuasse na partida. O dirigente incentivou a queima da camisa do craque caso entre em campo em Jerusalém.

No mesmo dia, Rajoub enviou uma carta ao representante da Argentina em Ramallah, na Cisjordânia, dirigida ao governo argentino e sua federação de futebol. "Messi é um símbolo de paz e amor", disse aos jornalistas o presidente da federação palestina.

* AFP

 
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