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Série B16/05/2018 | 08h34Atualizada em 16/05/2018 | 08h34

Estreante no Criciúma, Mazola critica excessos da torcida após empate

Técnico reclamou chamou de "cúmulo da demência" atitude de alguns torcedores

Estreante no Criciúma, Mazola critica excessos da torcida após empate Guilherme Hahn/Especial
Foto: Guilherme Hahn / Especial
Renan Medeiros

O técnico Mazola Júnior fez duras críticas à reação de alguns torcedores do Criciúma após o empate por 0 a 0, em casa, contra o Juventude, na noite desta terça-feira pela abertura da sexta rodada da Série B do Brasileiro.  O treinador chamou de "delinquentes" àqueles que tentaram invadir o vestiário e apedrejaram o carro de Zé Carlos na saída do Estádio Heriberto Hülse.

— O torcedor está no direito de protestar, reclamar, vaiar. Não podemos reclamar da torcida, que nos apoiou durante o jogo todo. Mas agressão, tentativa de invasão do vestiário, isso eu condeno veementemente. Está para acontecer um desastre no futebol brasileiro, se continuarem essas atitudes. Gente indo no aeroporto, que é um espaço da Polícia Federal, esperando o dia inteiro na porta do CT. Isso é o cúmulo da demência, da delinquência. Os jogadores são trabalhadores que têm família e podem errar, como qualquer pessoa — afirmou o técnico, em entrevista coletiva depois da partida.

O estreante não ficou de todo insatisfeito com a atuação do Criciúma no empate sem gols contra o Juventude nessa terça-feira. 

— O grupo está totalmente comprometido. Isso me enche de esperança de que o nosso trabalho de recuperação terá êxito — disse Mazola.

O comandante admite a necessidade de reforçar o elenco, mas crê na melhora do time desde que os níveis de confiança subam.

— É lógico que o grupo precisa ser reforçado. Há lacunas no plantel. Porém está muito complicado trazer jogadores e o Criciúma não tem condições de fazer loucuras. Até o Fortaleza e o pessoal que está no G-4 fala em contratação.  Se eu não tivesse confiança, não teria vindo — ponderou Mazola..

A segunda expulsão de Marlon em dois jogos consecutivos, segundo o técnico, é decorrente de problemas pessoais que o lateral-esquerdo está passando.

— A minha opinião é que o jogador que merece, sim, punição, mas também merece crédito e apoio. Não é hora de jogar ninguém na fossa — considerou Mazola, ressaltando que a decisão de punir ou não o atleta cabe à direção.

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