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Moscou07/03/2018 | 17h31

Técnico da Rússia descarta problemas de racismo e violência na Copa

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O técnico russo Stanislav Cherchesov descartou nesta quarta-feira o risco de incidentes de racismo e violência de torcedores durante a Copa do Mundo (14 de junho-15 de julho), apesar de um novo escândalo por gritos racistas no futebol do país.

O Spartak Moscou, atual campeão russo, foi punido nesta quarta-feira pelos cantos racistas de seus torcedores contra o goleiro brasileiro do Lokomotiv, Guilherme Marinato.

"Não acredito que tenhamos um problema de racismo a um nível que tenha que ser combatido", declarou Cherchesov à TV Globo.

"Hooligans? Eu não vi casos sérios", completou.

A menos de 100 dias para o início da Copa do Mundo, os organizadores do evento e a Fifa vigiam com rigor estes assuntos no país anfitrião.

A organização de luta contra as descriminações FARE contabilizou 89 incidentes relacionados com racismo no Campeonato Russo na temporada 2016-17.

O último caso foi os cantos racistas da torcida do Spartak contra o goleiro do Lokomotiv, que resultaram num "último aviso" da federação russa ao clube de Moscou.

"Estudamos o áudio e o vídeo, escutamos 50 minutos de cantos", declarou o presidente do comitê de punição, Artur Grigoryants.

Hooligans ligados ao Spartak também deram o que falar na semana passada, quando protagonizaram cenas de selvageria em Bilbau, na Espanha, onde o clube enfrentou o Athletic pela Liga Europa.

Para Cherchesov, sempre "há casos isolados e, como em outros países, esta gente é punida".

O técnico lembrou que a Rússia organizou sem incidentes a Copa das Confederações em junho do ano passado e acredita que tudo correrá bem durante a Copa do Mundo.

* AFP

 
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