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Toque de Letra 11/10/2017 | 20h47Atualizada em 11/10/2017 | 20h47

Caxias celebra aniversário pensando em voltar ao futebol profissional

Diretoria do clube prepara reestruturação para que o Gualicho esteja em campo até o ano do centenário

Caxias celebra aniversário pensando em voltar ao futebol profissional Maykon Lammerhirt/A Notícia
Presidente Álvaro Bogo assumiu o Caxias em março deste ano Foto: Maykon Lammerhirt / A Notícia

Começou a contagem regressiva para o centenário do Caxias Futebol Clube. Nesta quinta, o Gualicho completa 97 anos e irá comemorar a data com uma série de atividades no Estádio Ernestão. Mas a celebração vai além do encontro entre caxienses e simpatizantes na casa alvinegra. Com nova diretoria empossada desde março deste ano, o clube tem planos de chegar completamente estruturado até o centésimo aniversário.

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Entre os objetivos está, é claro, o retorno ao futebol profissional. Há cinco anos, desde que foi rebaixado da Segunda para a Terceira Divisão Catarinense, o Caxias não entra em campo. De lá para cá, viu as dívidas aumentarem e o patrimônio se deteriorar – o Estádio Ernestão chegou a ser leiloado pela Justiça, mas o leilão foi anulado e, logo depois, o clube vendeu parte de seu terreno para pagar dívidas.

Hoje, sob o comando do presidente Álvaro José Bogo, o Alvinegro tenta resolver suas pendências judiciais para dar início à reforma completa da estrutura do Ernestão. Boa parte do estádio já sofreu uma “repaginada”, mas é preciso consertos mais urgentes, como o da cobertura da arquibancada, por exemplo.

Depois que esta reforma estiver concluída, os caxienses acreditam que estarão em condições de voltar ao futebol profissional. Antes disso, o retorno deve acontecer no futebol amador.

Convidado por “AN”, o presidente Álvaro José Bogo falou sobre estes planos para os próximos anos. Veja.

Qual é a programação de aniversário do Caxias?
Álvaro Bogo –
Nós estamos iniciando hoje (quarta) a programação dos 97 anos de aniversário do Caxias. Hoje (quarta), teremos um jantar. Amanhã (quinta), teremos eventos esportivos com jogos diversos entre sócios e diretores às 9 horas. Às 10 horas, os masters do Caxias enfrentarão os masters do Ypiranga, de São Francisco do Sul. À tarde, o Caxias, em parceria com a Acaf, jogará pelo sub-19 contra e Guarani, de São Bento do Sul.

Qual era a realidade do Caxias quando o senhor  assumiu o clube?
Álvaro –
Tínhamos uma perspectiva de que encontraríamos o Caxias numa situação melhor do que realmente encontramos. Além destas causas trabalhistas, que ainda estão sendo negociadas, temos outras dívidas que não estavam nesse pacote. É um montante razoável, principalmente para o Caxias, que está com fluxo de renda muito baixo. Estamos trabalhando com bastante empenho. Nossa ideia é tentar sanar o clube, fazer as reformas necessárias para, em 2020, quando completar 100 anos, entregar o clube com uma cara nova.

Voltar ao futebol profissional é um dos objetivos?
Álvaro –
Voltar às atividades profissionais, todos nós queremos, mas temos responsabilidade de saber que é preciso voltar no momento ideal. Neste ano, seria impossível até mesmo no futebol amador pela falta de estrutura no estádio, pelas dívidas que têm que ser pagas. Mesmo no amador, há um gasto considerável. Precisamos reformar algumas dependências para fornecer o mínimo de estrutura para o futebol amador.

Quando pode acontecer o retorno ao futebol amador?
Álvaro –
Existe plano a curto prazo, talvez até no próximo ano, na Terceira Divisão joinvilense. Quem sabe no próximo ano tenhamos novidades.

E como está a reforma do Ernestão? O campo foi prejudicado por parte do terreno ter sido vendida?
Álvaro –
O campo não é um problema. Com o espaço que ainda temos, é possível até fazer um lance de arquibancadas no que sobrou. A primeira preocupação é a cobertura da arquibancada. Há muita infiltração, telhas se soltando. Há pessoas até que invadem o terreno para roubar as telhas, que são de alumínio. O custo de recuperação da cobertura é de R$ 250 mil. Enquanto não recuperarmos a cobertura, não há como recuperar a estrutura interna. Temos 30 quartos, cozinha e sala de jogos, e essa estrutura está se deteriorando por causa das infiltrações.

O valor arrecadado com a venda do terreno cobre os custos para a reforma do estádio?
Álvaro –
 Para pagar as ações trabalhistas, o valor deve servir. Na verdade, isso está emperrando nossos planos. A conclusão destes processos nos dará ideia do que sobra para aplicarmos na reforma. Não dá para pagar a reforma completa da cobertura, mas conseguimos começar.

Como o Caxias pretende arrecadar recursos?
Álvaro –
 Criamos uma empresa que deverá ser oficializada nos próximos dias. O Instituto Caxias 100 Anos é uma empresa à parte, que vai gerir os negócios do clube. Hoje, o Caxias tem pendências financeiras e levará tempo para regularizá-las. Com o instituto, podemos buscar recursos junto aos empresários, políticos e simpatizantes. O Caxias tem uma história linda e acreditamos que conseguiremos estes investimentos.

Veja na íntegra a entrevista exibida ao vivo pelo Facebook de "AN"





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