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Wimbledon17/07/2017 | 16h01

Títulos de Federer e Muguruza, abandono de Djoko e empenho de Venus

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A confirmação de Garbiñe Muguruza, o oitavo troféu de Roger Federer, as dores crônicas de Novak Djokovic e a entrega incessante de Venus Williams: os pontos altos da última edição de Wimbledon.

. Muguruza se confirma

Apesar de precisar esperar um ano, a confirmação de Muguruza chegou no último fim de semana, com o título de Wimbledon. Depois de ser vice em Londres, em 2015, e levantar o título de Roland Garros, em 2016, a espanhola caiu de desempenho.

No sábado, contra a veterana Venus Williams, Muguruza venceu com autoridade por dois sets a zero, parciais 7-5 e 6-0, e foi campeã no tapete verde pela primeira vez. A jovem de 23 anos perdeu apenas um set em toda competição.

Cinco anos mais jovens que a alemã Angelique Kerber, Garbiñe se coloca como uma das atletas com chances de dominar o circuito feminino no futuro.

. Federer não quer parar

Com o oitavo título em Wimbledon, Federer se tornou o maior vencedor do Grand Slam na grama na categoria masculina, chegando a 19 títulos nos principais torneios do circuito.

O suíço confirmou o retorno do rendimento em alto nível, que iniciou 2017 com o título no Aberto da Austrália e com as conquistas dos Masters 1000 de Miami e Indian Wells.

Agora busca o título do US Open, entre os dias 28 de agosto e 10 de setembro, conquista que escapa desde 2008. O objetivo é voltar ao topo do ranking ATP até o fim do ano. O suíço pretende voltar à Londres no ano que vem para defender o título de Wimbledon e não tem previsão de se aposentar.

. A incansável Venus

Nem uma doença autoimune nem o tempo parecem conseguir para a mais velha das irmãs Williams, de 37 anos. No último fim de semana, Venus se tornou a tenista mais velha a disputar a final de Wimbledon nos últimos 23 anos.

Até agora, 2017 se mostrou um ano de recuperação para a tenista, que também chegou à decisão do Aberto da Austrália em janeiro, sendo derrotada pela irmã Serena.

Venus resiste em anunciar a aposentadoria antes de levantar o oitavo Grand Slam: "acho que sou capaz de conseguir. Não vou me contentar com chegar às finais", garantiu.

. A crise de 'Djoko'

O sérvio Novak Djokovic, ex-número 1 do mundo, abandonou Wimbledon nas quartas de final, devido aos persistentes problemas no cotovelo. O torneio em Londres foi o quinto Grand Slam seguido em que Djoko caiu antes do esperado.

"Quanto mais jogo, mais me incomoda", revelou o quarto melhor tenista do circuito ATP. Até o momento, o sérvio se mostra resistente para fazer uma operação e avalia tirar um período de descanso, assim como Roger Federer e Rafael Nadal.

. Muitas desistências, pouco espetáculo

A edição de 2017 de Wimbledon foi marcada pela grande quantidade de desistências. Foram 10 na categoria masculina e duas nas mulheres, incluindo a desagradável bolha do croata Marin Cilic na final.

O tenista concluiu a partida, mas não conseguiu render o nível máximo e o jogo caiu em qualidade técnica.

O número iguala o recorde de 12 abandonos por lesão, nas edições de 2008 e 2013.

* AFP

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