Rodrigo Faraco: aniversário amargo do 7 a 1, mas necessário - Esportes - A Notícia

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Memória viva08/07/2017 | 11h45Atualizada em 08/07/2017 | 11h45

Rodrigo Faraco: aniversário amargo do 7 a 1, mas necessário

Futebol brasileiro mudou depois do banho de bola alemão na Copa de 2014

Rodrigo Faraco: aniversário amargo do 7 a 1, mas necessário Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM

Este sábado marca o aniversário de três anos do terrível 7 a 1 da Copa de 2014. É uma amarga lembrança para o futebol e para o torcedor brasileiro. Foi, de longe, a derrota mais dolorida imposta à Seleção Brasileira. Um passeio da Alemanha em pleno Mineirão. Mas quero trazer aqui uma visão positiva. O que aconteceu de lá pra cá, dentro de campo, é positivo.

Ou é possível ignorar que os dois times mais populares do país são dirigidos atualmente por técnicos muito mais teóricos e estudiosos, como Fábio Carille e Zé Ricardo. Houve uma significativa mudança de mentalidade no futebol brasileiro. Houve a consciência de que era necessário estudar os movimentos do futebol atual. Era preciso largar a arrogância que sempre existiu no futebol brasileiro. A arrogância de achar que sabia sempre mais que todo o resto do mundo. Aquela coisa dos sabichões, que tinham os segredos do futebol guardados numa cartola mágica. O 7 a 1 acabou com isto. Precisávamos deste choque de realidade para uma reinvenção.

Ainda formamos excelentes atletas e alguns de exceção, como Neymar, Gabriel Jesus e Philippe Coutinho, mas não temos mais os segredos do futebol guardados. A evolução é o próprio Tite, que passou por um processo de reinvenção e hoje é um dos melhores técnicos do futebol mundial, devolvendo à Seleção Brasileira o papel de protagonista. O 7 a 1 foi um duro castigo, mas o futebol brasileiro agradece e ainda vai agradecer mais.

 
 
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