Polícia Federal investiga contratação da LaMia pela Chapecoense, diz jornal - Esportes - A Notícia

Versão mobile

Tragédia18/07/2017 | 18h16Atualizada em 19/07/2017 | 08h50

Polícia Federal investiga contratação da LaMia pela Chapecoense, diz jornal

Apuração ocorre desde o início do ano e é mantida em sigilo

Polícia Federal investiga contratação da LaMia pela Chapecoense, diz jornal reprdução/Reprodução
Policiais querem saber se os clubes brasileiros eram obrigados a contratar os serviços da LaMia Foto: reprdução / Reprodução
DC Esportes
DC Esportes

A Polícia Federal investiga o motivo que levou a Chapecoense a contratar a empresa aérea LaMia, da Bolívia, proprietária da aeronave que caiu no dia 29 de novembro de 2016, e não viajar em voo comercial para a Colômbia. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo Jornal Folha de S. Paulo. A apuração da PF é mantida em sigilo. A tragédia com o avião em que estava a equipe do Oeste catarinense deixou 71 mortos, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes, convidados e jornalistas. Seis pessoas sobreviveram. 

Segundo reportagem da Folha, os policiais também querem saber se os clubes brasileiros eram obrigados a contratar uma empresa determinada por entidade superior, no caso a Confederação Sul-Americana (Conmebol). Pelo que foi apurado, isso ocorreria na Argentina. No país vizinho, o jornal diz que uma carta da Conmebol indicando a LaMia para transportes continentais era repassada pela Associação de Futebol Argentino (AFA) aos times locais. 

A investigação da PF teria começado no início deste ano e tem sido mantida em sigilo. Os quatro brasileiros sobreviventes do acidente, o zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel, o goleiro Jackson Folmann e o jornalista Rafael Henzel, já teriam prestado depoimento em Chapecó. Conforme a Folha, os policiais pediram sigilo a eles. A controladora boliviana Celia Castedo, que autorizou o plano de voo da LaMia, também já teria sido ouvida. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é outro órgão brasileiro que investiga as causas da tragédia com o avião que levava o time de Chapecó para a decisão da Copa Sul-Americana.

A reportagem do DC entrou em contato com a PF, que disse não comentar sobre "eventuais investigações em andamento". O vice-presidente Jurídico da Chapecoense, Luiz Antônio Palaoro, disse que o clube não foi intimado sobre a investigação. Segundo ele, o clube também desconhece que qualquer um dos sobreviventes tenha prestado depoimento. Se algum jogador foi intimado, a Chapecoense desconhece, afirma Palaoro. O jornalista Rafael Henzel, um dos sobreviventes do voo, negou que tenha prestado depoimento à PF.

O representante do clube alega que a negociação com a LaMia iniciou depois que a própria empresa procurou os dirigentes para oferecer o serviço.

— A primeira vez foi quando jogamos contra o Junior, de Barranquilla (Colômbia), pela Sul-Americana. Eles viram a tabela e nos procuraram. Depois, no jogo contra o Atlético Nacional, se optou por continuar com eles até por conta do fato de que na primeira vez que os usamos deu certo e nos classificamos. Não foi indicação da Conmebol ou CBF — explica Palaoro.

O jogo era contra o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia. A aeronave deixou São Paulo no dia 28 de novembro com destino a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Lá, o grupo pegou o voo da LaMia para Medellín, mas o avião caiu no Cerro Gordo, em La Unión, já na Colômbia. Ainda segundo a Folha, a Conmebol foi procurada, mas não teria se manifestado sobre o caso.

Leia mais notícias sobre a Chapecoense
Confira a tabela da Série A do Brasileirão

A Notícia
Busca