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Montreal08/06/2017 | 13h04

Mercedes e as dores de cabeça com pneus chegam ao Canadá

Golpeada pela Ferrari desde o início da temporada de 2017 de Fórmula 1, a Mercedes precisa resolver os problemas com os pneus, até agora sem explicação, se quiser evitar crise profunda neste fim de semana, no Grande Prêmio do Canadá.

"É doloroso, mas não somos favoritos para o campeonato deste ano", reconheceu Toto Wolff, diretor executivo da Mercedes, ao comentar a dobradinha do alemão Sebastian Vettel e do finlandês Kimi Raikonnen no GP de Mônaco.

No Principado, a escuderia alemã não só perdeu a vantagem na classificação de construtores, como também se foram grande parte das expectativas.

"Precisamos nos levantar para demonstrar mais uma vez que somos o time a ver vencido. Ainda faltam 14 corridas e esta tudo totalmente aberto", analisou Wolff.

A Mercedes do britânico Lewis Hamilton, que largou na 14ª posição em Mônaco e fechou a corrida em 7º, sofreu pela segunda vez em três corridas que entrou com pneus ultra-macios.

Se o britânico achou que as dúvidas tinham sido sanadas no circuito do Bahrein, em meados de abril, o difícil final de semana no Principado ressoou a amarga verdade.

Ansioso para não deixar o alemão Vettel disparar na classificação de pilotos, Hamilton chega ao GP de Montreal angustiado. 15 dias depois, em Baku, o circuito também não tem muitos voltas rápidas, o que não permite que os pneus cheguem à temperatura adequada.

"O que não me tranquiliza é que vamos usar os mesmos pneus de Mônaco no Canadá", explicou Hamilton.

"Por enquanto, os ultra-macios surgiram como um verdadeiro problema. É o principal que teremos que tentar resolver nestes dias com os engenheiros", indicou.

- Mercedes espera erro de Vettel -

"Precisamos encontrar uma solução", garantiu Niki Lauda, presidente não executivo da Mercedes. O ex-piloto ligou o alerta e fez uma previsão pessimista publicamente.

"Uma coisa está clara: Vettel tem que deixar a corrida pelo menos uma vez. Se isso não acontecer, isso já terminou", advertiu sem titubear o tri-campeão mundial em 1975, 1977 e 1984, ao comentar as chances de título de Hamilton.

"A Ferrari está em um grande momento. Se continuar assim as chances serão enormes e alarmantes", sentenciou.

A manobra que consistiria tentar a piedade dos oponentes, depois de três anos de domínio, traria um pequeno sorriso à Mercedes. Mas a estratégia revela centro mal-estar.

O consultor Eddie Jordan, um dos homens mais respeitados da F1, garantiu que a Mercedes está preparando a saída da Fórmula 1 em 2018, o que foi rapidamente desmentido por Wolff.

Obviamente existem razões a curto e médio prazo para a esperança.

Em primeiro lugar, Hamiltou venceu o GP de Montreal no ano passado, circuito em que saiu vencedor cinco vezes.

Como explicou o piloto francês da Force India à AFP: "a Mercedes dispõe de muitos meios e podem mudar completamente de carro se quiserem".

"É claro que a Ferrari está andando muito bem, mas agora vem uns circuitos onde a Mercedes vai ter um pouco mais de vantagem. É preciso esperar um pouco mais antes de enterrá-los", concluiu.

* AFP

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