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Tragédia29/11/2016 | 20h30Atualizada em 29/11/2016 | 21h18

Torcedores do JEC e do Chapecoense prestam homenagem na Arena Joinville

Cerca de 200 pessoas se reuniram no estádio de Joinville para lembrar vítimas do acidente aéreo

Torcedores do JEC e do Chapecoense prestam homenagem na Arena Joinville Maykon Lammerhirt/Agencia RBS
A família de Clovis acompanhava o clube de Chapecó de perto, mesmo vivendo em Joinville Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Entre lágrimas e aplausos, a torcida joinvilense se despediu das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense na noite desta terça-feira. A reunião ocorreu na Arena Joinville, às 19 horas, com a intenção de promover um abraço coletivo ao estádio, mas foi com os pés no gramado que cerca de 200 pessoas homenagearam os jogadores, a equipe, os jornalistas e a tripulação da aeronave que sofreu um acidente na Colômbia. Era uma forma de, juntos, fazerem a dor que acompanhou a todos — torcedores ou não — durante todo o dia, à medida em que as notícias sobre a morte de 71 pessoas chegava.

A organização começou cedo, quando a secretária Giselle Iracema da Silva, 36 anos, pensou que a torcida do JEC deveria marcar esta data de alguma forma. Por volta das 8 horas, ela enviou a primeira mensagem para o grupo do movimento Mulher Também Entende de Futebol, formado por jequeanas, sugerindo a homenagem. A ideia tomou força e contou com a adesão do clube joinvilense, que liberou o campo para que o momento acontecesse.

— Fiquei durante quase uma hora em choque, assistindo às notícias do acidente na TV. É muito difícil, convivemos com o Kempes, o Bruno [Rangel] e o Arthur [Maia]. O Rangel foi um herói para o Joinville — afirma Giselle, referindo-se aos três jogadores do Chapecoense que passaram pelo JEC e foram vítimas do acidente.


O chapecoense Clovis Machado não podia conter as lágrimas durante a homenagem. Acompanhado pela mulher, Ana Carolina, e a pelo filho de cinco anos, Arthur, ele foi vestido com a camiseta do time do coração. Ele vive há 13 anos em Joinville, mas nunca deixou de acompanhar o Chape de perto — principalmente em um momento em que o clube dava tanto orgulho.

— Mesmo vivendo aqui, tentávamos ir aos jogos sempre. Em Chapecó, você andava na rua e encontrava os jogadores, pessoas muito humildes, que paravam para conversar, para fazer foto — recorda Clovis.

No celular de Ana Carolina ainda estão as imagens do artilheiro Kempes com o pequeno Arthur, provando a proximidade dos jogadores com o torcedor. No encontro, o menino aparece no colo do jogador, que abraça o pequeno Chapecoense com afeto.

— Era mais do que um time, era uma família — salienta Clovis.



Também natural da cidade do Oeste catarinense que viu o time local crescer até ultrapassar as fronteiras nacionais, o estudante Dionatan K6uhl, 25 anos, encontrava apoio na namorada jequeana, Andressa Brenneisen, 22 anos. Os pais dele continuam em Chapecó, de onde ele saiu há seis anos.

— A cidade vai ficar muito tempo comovida com o que aconteceu — afirma o jovem.



O policial militar joinvilense Wellington Smangorzwski ficou sabendo da homenagem ao lamentar a tragédia com um amigo e não teve dúvidas: buscou o filho de um ano e meio na escolinha, colheu flores no caminho e foi em direção à Arena. Ele foi um dos primeiros a chegar para o abraço simbólico.

— Acho que é uma forma de minimizar essa dor que com certeza todo mundo está sentindo, formando uma corrente de fé — avaliou o jequeano.

AO VIVO: acompanhe as informações sobre o acidente da Chapecoense
 
O acidente
 
O avião que transportava a equipe da Chapecoense sofreu um acidente na Colômbia, por volta da 0h30min (horário de Brasília) desta terça-feira. O voo da companhia Lamia partiu de Guarulhos, em São Paulo, às 15h15min de segunda-feira e tinha como destino o aeroporto José María Córdova, em Medellín, na Colômbia.
 
A cerca de 30 quilômetros do destino, após uma escala em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, a aeronave com 81 pessoas caiu na localidade de Cerro Gordo no município de La Unión, no departamento de Antioquia, na Colômbia.

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