Presidente do Figueirense pretende pedir cancelamento da rodada: "Não tem mais clima para futebol" - Esportes - A Notícia

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Luto30/11/2016 | 21h39Atualizada em 30/11/2016 | 21h48

Presidente do Figueirense pretende pedir cancelamento da rodada: "Não tem mais clima para futebol"

Wilfredo Brillinger afirmou que dirigentes devem se reunir para debater o tema

Presidente do Figueirense pretende pedir cancelamento da rodada: "Não tem mais clima para futebol" Luiz Henrique/Figueirense
Foto: Luiz Henrique / Figueirense
ZH Esportes
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O presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, comentou nesta quarta-feira que pretende se unir a outros clubes do Brasil para solicitar o cancelamento da última rodada do Brasileirão, como sugerido pelo jogador Henrique, do Cruzeiro. Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, ele afirmou que não há mais clima para futebol em 2016.

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— Acho que os presidentes (de clubes) podem ter uma movimentação para não ter (a última rodada). É um sentimento que partiu de atletas de fora de Santa Catarina. Acho perfeitamente compatível com o momento que estamos passando. Os dirigentes de SC têm conversado neste sentido. Até porque não tenho como conversar com meus atletas para motivá-los. Foi um golpe muito duro. Acho uma posição coerente e temos que caminhar nesta direção.

Segundo ele, a associação de clubes do Estado deve realizar uma reunião para debater a proposta. 

— Não tem a menor condição de ocorrer. A chapecoense não tem nem elenco, e olha que não é nem esse o problema. O problema é psicológico, não tem mais clima para isso. Os outros clubes aqui de SC também. Os clubes do brasil como um todo, na verdade. Há uma comoção nacional e internacional. Não vejo clima para futebol no país em 2016. Conversamos com nossa comissão técnica, com nossos atletas, e o sentimento de perda é muito grande. Isso abala a todos nós, mas principalmente aos atletas.

Na visão do dirigente, à medida em que os corpos chegarem a Chapecó, aumentará o sentimento de dor e de luto.

— É uma ferida que só o tempo vai consertar, mas vai ser muito longo. Ainda não conseguimos avaliar as consequências de uma tragédia desse tamanho. Não temos espaço para pensar em competição de futebol.

*Com informações da Rádio Gaúcha



 
 
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